Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz

Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz O Irã reafirmou apoio ao seu aliado libanês Hezbollah e pediu que Israel se retire do sul do Líbano, ressaltando as complicações enfrentadas por um acordo provisório para pôr fim ao conflito mais amplo entre EUA e Irã. Por Ahmed Elimam e Jana Choukeir | Reuters 05/06/2026 Manifestação em apoio ao líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã 4 de junho de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS © Thomson Reuters DUBAI – O Irã fez de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah uma condição para qualquer acordo de paz com Washington para resolver a guerra regional, agora em seu quarto mês, e retomar a navegação pelo Estreito de Ormuz. A mais recente rodada de combates entre Hezbollah e Israel eclodiu no início de março, dois dias depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. O Hezbollah disse que suas ações eram em apoio a Teerã. “Essa guerra só terminará quando terminar também no Líbano”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, à emissora de TV libanesa Al Mayadeen, na noite de quinta-feira. “O fim da guerra no Líbano precisa ser acompanhado pela retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam”, declarou ele. Os comentários foram feitos depois que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou um pacto intermediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês para interromper os combates no Líbano. O acordo não previa a retirada israelense e o Hezbollah não participou das negociações. Israel manteve os ataques no sul do Líbano e afirmou que suas forças não se retirarão nem interromperão as operações no país, em meio ao crescente atrito com os Estados Unidos. O Hezbollah declarou na sexta-feira ter realizado dois ataques contra tropas israelenses no sul do Líbano, inclusive perto do Castelo de Beaufort, recentemente capturado, enquanto os serviços de segurança libaneses afirmaram que ataques aéreos israelenses atingiram cidades em todo o sul do Líbano. COMBATES SE INTENSIFICAM APESAR DE CESSAR-FOGOS Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo do Irã, disse que o Hezbollah “fez grandes sacrifícios na guerra recente e é nosso aliado. Portanto, apoiamos o Hezbollah e continuamos firmemente comprometidos com nossas obrigações para com ele”. Em comentários relatados pela agência de notícias semi-oficial Mehr, ele advertiu Israel contra o cumprimento das ameaças de retomar os ataques contra a capital libanesa, Beirute. “Hoje alertamos novamente esse regime sinistro para que deixe o Líbano. Eles devem saber que o Líbano será uma parte inseparável de qualquer acordo e de qualquer cessar-fogo.” O presidente do parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, afirmou na sexta-feira que concordaria com a retirada do grupo apoiado pelo Irã do sul do Líbano se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam no país. Em Washington, o presidente Donald Trump disse aos repórteres que acredita estar havendo progresso no Líbano e que o país merece ter paz, acrescentando: “Isso vem acontecendo há muito tempo, vocês sabem.” Juntamente com o Líbano, os residentes de Gaza, do norte de Israel e do Kuweit estiveram sob fogo nesta semana, apesar dos cessar-fogos organizados pelos EUA que, segundo Trump, envolveram “disparos de maneira mais moderada”, em vez de uma interrupção total dos combates. Nesta sexta-feira, a Marinha iraniana afirmou ter disparado tiros de advertência contra destróieres dos EUA no Golfo de Omã para conter “ataques e assédio marítimos, bem como o sequestro de navios mercantes e petroleiros”. Anteriormente, as forças norte-americanas haviam informado que abordaram um petroleiro no Oceano Índico e que continuariam a bloquear “embarcações que fornecem apoio material ao Irã”. Em Omã, um suposto ataque com drones forçou a suspensão do carregamento de petróleo no terminal de Mina al Fahal após uma explosão, segundo fontes, antes que as operações normais fossem retomadas. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoEstreito de OrmuzFaixa de GazaGolfo de OmãGuerra EUA-Israel x IrãHezbollahIrãIsraelKuwaitLíbanoOceano ÍndicoOmãPalestina Irã acusa EUA e Israel por crimes de guerra em ataques a usinas nucleares 05/06/2026 Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz 05/06/2026 Forças iranianas causam danos a ativos dos EUA no Estreito de Ormuz enquanto o desespero de Trump cresce 08/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Putin diz que a Rússia vai reforçar suas defesas aéreas em resposta aos ataques ucranianos

Putin diz que a Rússia vai reforçar suas defesas aéreas em resposta aos ataques ucranianos Diversas incursões de drones de Kiev atingiram cidades russas em meio ao Fórum Econômico de São Petersburgo Por O Estado de S.Paulo 05/06/2026 O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de uma reunião em São Petesburgo Foto: Dmitry Lovetsky/AFP O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou na quinta-feira, 4, que a Rússia reforçará suas defesas aéreas para combater os recentes ataques de drones ucranianos, que atingiram o interior do país e lançaram uma sombra sobre o fórum econômico de grande importância que se realiza em sua cidade natal, São Petersburgo. Em resposta a uma pergunta da Associated Press (AP) durante uma reunião com chefes de agências de notícias internacionais, Putin reconheceu os danos causados pelos ataques de drones ucranianos. “Para nosso pesar, alguns deles conseguiram penetrar o território”, disse Putin sobre os ataques de drones. “A Rússia possui um sistema de defesa aérea, precisamos aprimorá-lo, fortalecê-lo, e faremos isso.” A abrangente sessão de imprensa ocorreu à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, sua vitrine anual para investimentos. Horas antes da abertura do fórum na quarta-feira, um ataque de drone ucraniano incendiou um terminal de petróleo na cidade e também atingiu uma base naval próxima. Durante a coletiva de imprensa, Putin afirmou que a Rússia está aberta a um acordo sobre a Ucrânia, em linha com os entendimentos alcançados em sua cúpula com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Anchorage, no Alasca, acrescentando que Kiev precisa aceitá-los para que um acordo ponha fim ao conflito, que já dura cinco anos. Drones ucranianos O ataque com drones de quarta-feira atingiu a base naval de Kronstadt e um terminal de petróleo nas proximidades, lançando uma coluna de fumaça preta sobre a segunda maior cidade da Rússia — um golpe constrangedor para os esforços de Putin em apresentar o conflito como um evento distante que não afeta o cotidiano russo. Também ressaltou a crescente capacidade de Kiev de atingir alvos em áreas remotas da Rússia e mostrou a vulnerabilidade de suas cidades. Dezenas de voos foram atrasados ou desviados no aeroporto de São Petersburgo e as autoridades cortaram o serviço de internet móvel para tentar impedir ataques com drones. Putin havia reduzido o desfile anual do Dia da Vitória da Rússia em 9 de maio, temendo ataques ucranianos. Dias depois, um ataque maciço com drones nos subúrbios de Moscou matou três pessoas e mostrou a vulnerabilidade da capital. Peskov disse que as forças russas estavam realizando ataques “sistemáticos” contra Kiev. Na terça-feira, a Rússia lançou ataques mortais contra Kiev e outras cidades ucranianas. Zelenski propõe negociações Também na quinta-feira, o presidente ucraniano Volodmir Zelenski propôs negociações presenciais em uma carta pública endereçada diretamente a Putin. Zelenski reconheceu a mudança nas prioridades dos EUA, afirmando que seria errado esperar que Washington voltasse sua atenção para a Ucrânia enquanto permanecem fortemente focados na guerra com o Irã. Após a divulgação da carta, Trump disse que “seria ótimo” se Putin e Zelenski se encontrassem. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin ainda não tinha visto a carta e reiterou sua declaração de que Zelenski poderia ir a Moscou se quisesse conversar. Putin afirmou no mês passado que não descarta um encontro em um terceiro país, mas apenas quando houver um acordo a ser assinado. Putin rejeitou a ideia de que países da União Europeia pudessem mediar as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, alegando que “a mediação pressupõe neutralidade. Onde está a neutralidade aqui?”. Quaisquer potenciais mediadores precisam ser confiáveis para ambos os lados, afirmou Putin.“Como a Rússia pode confiar em pessoas que vêm insistindo há anos na necessidade de infligir uma derrota estratégica à Rússia?”, questionou. Campo de batalha Ao comentar sobre o uso do míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik pela Rússia, Putin disse que ele foi disparado contra alvos que permitiram testar sua capacidade e precisão antes de usá-lo contra objetivos mais próximos de áreas residenciais. “Atingimos a área onde era conveniente ver os resultados”, disse ele. “Isso foi importante para tomar uma decisão sobre o futuro do uso em larga escala do Oreshnik contra alvos designados, incluindo aqueles em áreas povoadas.” Putin enfatizou seu esforço para controlar toda a região de Donetsk, no leste da Ucrânia, observando que a Ucrânia controla cerca de 15% de seu território. Putin declarou que o “patriotismo e a vontade do povo russo” garantirão a conquista dos objetivos que Moscou estabeleceu na Ucrânia. “As tropas russas estão avançando ao longo de toda a linha de contato”, disse ele. Com AP Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia droneGuerra EUA-Israel x IrãGuerra Rússia-UcrâniaIrãOreshnikUcrâniaUnião Europeia UE Irã acusa EUA e Israel por crimes de guerra em ataques a usinas nucleares 05/06/2026 Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz 05/06/2026 Putin diz que a Rússia vai reforçar suas defesas aéreas em resposta aos ataques ucranianos 05/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Empresa sueca avalia transformar Brasil em hub de caças da América Latina

Empresa sueca avalia transformar Brasil em hub de caças da América Latina Saab e Colômbia assinaram um contrato que prevê a venda de 17 jatos Gripen até 2032 Por Vitória Queiroz | CNN Brasil 05/06/2026 Imagem gerada por IA Linköping – A parceria estratégica entre a empresa sueca Saab e a Embraer pode transformar o Brasil em um hub de produção de caças Gripen na América Latina. A companhia da Suécia já tem planos para expandir a sua produção em território brasileiro, de modo a apoiar a produção para os clientes atuais e futuros. Segundo o presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, a empresa considera utilizar o máximo da capacidade da planta da Embraer para atender o contrato firmado com a Colômbia. O acordo fechado com o governo colombiano prevê a entrega de 17 aeronaves de combate Gripen entre 2026 e 2032. O contrato inclui 15 caças Gripen E monopostos (um assento) e dois caças Gripen F bipostos (dois assentos), além de equipamentos e armamentos associados, treinamento e serviços. O valor do pedido é de 3,1 bilhões de euros. “Nós vamos expandir a capacidade aqui em Linköping, mas também vamos expandir a capacidade no Brasil. Então, é claro, quero dizer, nós faremos o máximo possível do contrato colombiano no Brasil. Essa é, obviamente, uma maneira muito inteligente de se fazer isso”, disse Johansson a jornalistas. Além do contrato colombiano, o Brasil também pode se beneficiar da venda de jatos que vem sendo negociada entre a Suécia e a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou a intenção de comprar 20 novos caças Gripen E produzidos pela empresa sueca Saab. Apesar do anúncio formalizado pelos governos suecos e ucraniano, não há nenhum contrato assinado ainda entre as partes. A aquisição de 20 aeronaves será possível depois que a União Europeia aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. “Ainda não selecionamos exatamente onde as aeronaves ucranianas serão fabricadas, mas, esses são os hubs [Linköping e Gavião Peixoto] que temos. Portanto, a demanda para a fabricação de caças se dará tanto no Brasil quanto em Linköping, na Suécia”, declarou o CEO. Parceria sueco-brasileira A Saab tem um acordo com o Brasil que permite o compartilhamento de informações e tecnologia de defesa sueca com a Embraer. Em março, a empresa brasileira apresentou o primeiro caça Gripen E produzido integralmente em solo brasileiro. A troca de informações entre o Brasil e a Suécia envolveu um extenso programa de treinamento com centenas de especialistas brasileiros. Engenheiros, técnicos, operadores de montagem e manutenção foram submetidos a treinamentos teóricos e práticos que envolveram ensaios em voo, produção e manutenção do Gripen. Ao todo, 15 das 36 aeronaves da Saab adquiridas pela FAB (Força Aérea Brasileira) terão a montagem final realizada em solo brasileiro, na planta da Embraer em Gavião Peixoto (SP). A previsão é de que as entregas sejam concluídas em 2032. Além da Embraer, empresas brasileiras como AEL Sistemas e Atech também participam da produção de sistemas aviônicos, estruturas e componentes estratégicos para a companhia sueca. “A demanda no mercado está aumentando por vários motivos, por conta das tensões geopolíticas que temos. Então, é claro, estamos muito felizes por termos outro polo para expandir. Nós vamos expandir a capacidade aqui em Linköping, mas também vamos expandir a capacidade no Brasil”, disse o CEO. *A jornalista viajou a convite da Saab. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia ColômbiaFAB Força Aérea Brasileira AeronáuticaSaab JAS-39 GripenSuéciaUcrâniaUnião Europeia UE Irã acusa EUA e Israel por crimes de guerra em ataques a usinas nucleares 05/06/2026 UE aprova ajuda militar histórica ao Líbano enquanto Israel intensifica bombardeios no sul do país 05/06/2026 Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz 05/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Irã ataca destroyer norte-americano no Mar de Omã

Irã ataca destroyer norte-americano no Mar de Omã Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei diz que adversários atravessam momento de ‘derrota e humilhação’ e reafirma compromisso com ‘Eixo da Resistência’ Por Tatiana Carlotti | OperaMundi 04/06/2026 Irã ataca destroyer norte-americano no Mar de Omã | Agência Tasnim São Paulo – O governo iraniano informou nesta quinta-feira (04/06) que suas forças navais atingiram um contratorpedeiro norte-americano no Mar de Omã, em mais um episódio da escalada militar entre Teerã e Washington. Segundo comunicado da Marinha iraniana, a embarcação estaria coordenando operações militares contra a República Islâmica e foi alvo de uma ação de retaliação pelas recentes agressões norte-americanas. Em nota, as autoridades iranianas denunciaram “ações agressivas e violações das regras que regem o Estreito de Ormuz, bem como atos hostis contra embarcações comerciais iranianas no Mar de Omã por parte do Exército terrorista e agressor dos Estados Unidos”. O contratorpedeiro norte-americano foi atingido, garantem as autoridades iranianas, ao advertir que novas operações serão realizadas nos próximos dias e serão ainda “mais enérgicas”. Nos últimos dias, forças iranianas realizaram ataques contra instalações ligadas aos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, em resposta aos ataques contra um petroleiro iraniano e a infraestruturas de telecomunicações na ilha de Qeshm. As negociações de cessar-fogo entre os países ocorrem em meios às agressões e encontram-se prejudicadas após os ataques israelenses no território libanês. Teerã condiciona o avanço do acordo à retirada de Israel no Líbano. ‘Derrota e humilhação’ Também nesta quinta-feira (04/06), o líder supremo do Irã, o aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, afirmou que os adversários do país atravessam um momento de “derrota e humilhação” após os confrontos recentes. Durante cerimônia em homenagem ao fundador da República Islâmica, o imã Ruhollah Khomeini, Khamenei declarou que “o inimigo humilhado passa a uma guerra híbrida após uma derrota militar”. Ele acusou Estados Unidos e Israel de tentarem enfraquecer a resistência popular iraniana por meio da disseminação de medo, pessimismo e divisões internas. O líder religioso também conclamou a população a preservar a unidade nacional e reafirmou o compromisso do país com chamado “Eixo da Resistência”. Em paralelo, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que 127 navios comerciais foram redirecionados em razão do bloqueio imposto aos portos iranianos. Segundo o comando militar norte-americano, seis embarcações foram retiradas de operação e outras 36, classificadas como parte de missões de ajuda humanitária, receberam autorização para seguir viagem. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia Bahreincessar-fogoEstreito de OrmuzGolfo de OmãGuerra EUA-Israel x IrãIrãKuwaitLíbano Irã acusa EUA e Israel por crimes de guerra em ataques a usinas nucleares 05/06/2026 UE aprova ajuda militar histórica ao Líbano enquanto Israel intensifica bombardeios no sul do país 05/06/2026 Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz 05/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Israel ataca Líbano após anúncio de cessar-fogo condicionado ao fim dos disparos do Hezbollah

Israel ataca Líbano após anúncio de cessar-fogo condicionado ao fim dos disparos do Hezbollah Em uma declaração conjunta divulgada na noite desta quarta-feira (3) para quinta-feira (4), Israel e o Líbano concordaram em “implementar um cessar-fogo” e criar “zonas piloto” que ficarão sob controle do Exército libanês. A trégua é condicionada à “suspensão completa” dos disparos do Hezbollah. Algumas horas depois do anúncio israelo-libanês, divulgado ao final de dois dias de negociações em Washington, vários ataques israelenses atingiram o sul do Líbano, informou a mídia estatal libanesa. Por RFI 04/06/2026 O cessar-fogo no sul do Líbano é desrespeitado quase diáriamente. Na foto, um prédio destruído por um ataque aéreo israelense nana cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, na terça-feira, 2 de junho de 2026. © AP Photo / Mohammed Zaatari A Agência Nacional de Informação (ANI) relatou ataques de drones israelenses ao longo de estradas em três localidades do sul do Líbano. Pelo menos um dos bombardeios teria deixado vítimas. Segundo a ANI, um socorrista foi morto durante a noite e outro ficou ferido em um novo ataque em Zebdine, no distrito de Nabatieh, elevando para pelo menos 130 o número de socorristas e profissionais de saúde mortos desde o início da guerra. Horas antes, o exército israelense anunciou que “a entrada de uma aeronave hostil” acionou o alerta aéreo em um vilarejo no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano. Os ataques ocorrem após o acordo entre Israel e o Líbano anunciado na noite de quarta-feira, ao final de dois dias de negociações em Washington, conduzidas sob a mediação dos Estados Unidos. Acordo de cessar-fogo Os dois países concordaram na implementação de um cessar-fogo condicionado à suspensão total dos disparos do Hezbollah. O movimento xiita libanês pró-iraniano também deve “retirar” todos os seus membros da área ao sul do rio Litani, que fica a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel. Os dois países, que não mantêm relações diplomáticas, concordaram ainda em “avançar rapidamente na criação de zonas piloto” que ficarão sob o controle “exclusivo” das Forças Armadas Libanesas. Essa foi a quarta vez que delegações dos dois países se reuniram em Washington para negociações diretas. Israel e o Líbano aceitaram participar de uma nova rodada de negociações na semana de 22 de junho com vistas a um “acordo global”, acrescentou a declaração final. Ministro israelense critica acordo O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, figura da extrema direita, classificou nesta quinta-feira o acordo como um “grave erro”. “O cessar-fogo com o Líbano é um grave erro e uma ilusão de conselheiros que estão levando o primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu) a tomar decisões equivocadas”, escreveu o ministro na rede X. Logo depois, o ministro da Defesa, Israel Katz, alertou que o exército israelenses irá “continuar os disparos e operações militares” no sul do Líbano. Na terça-feira, Mahmoud Qomati, alto dirigente do Hezbollah, havia antecipado que o grupo xiita libanês não aceitaria um “cessar-fogo parcial” com Israel. Em tese, um acordo de cessar-fogo está em vigor no Líbano desde 17 de abril, mas é sistematicamente desrespeitado tanto por Israel quanto pelo Hezbollah. As duas partes realizam ataques em ritmo quase diário e se acusam mutuamente de violar a trégua. Na quarta-feira, bombardeios israelenses deixaram ao menos 10 mortos no Líbano. Após novos ataques contra Israel reivindicados pelo Hezbollah, o exército israelense ameaçou atacar o subúrbio sul de Beirute em caso de agressão ao seu território. Na madrugada desta quinta-feira, o movimento pró-Irã declarou ter lançado foguetes contra o exército israelense em Al-Qantara, no sul do Líbano, além de ter atingido com dois drones um posto de comando israelense próximo ao castelo histórico de Chqif. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 600 pessoas foram mortas no Líbano desde 17 de abril. Os ataques israelenses deixaram 3.516 mortos desde 2 de março, início da guerra no Líbano, e deslocaram mais de um milhão de pessoas, segundo as autoridades. Do lado israelense, 26 soldados e um prestador de serviços civil foram mortos no Líbano. Trump quer negociações separadas Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu em “separar” as discussões sobre o Líbano das relacionadas ao Irã. Teerã discorda. O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, alerta que qualquer ataque à capital libanesa provocaria “uma retomada em larga escala da guerra” na região. O presidente Donald Trump declarou desejar “se encontrar” com o líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei. “Eu gostaria de encontrá-lo. Adoraria me encontrar com todo mundo e provavelmente iremos nos encontrar, dependendo do que acontecer”, afirmou em entrevista ao site do New York Post, na quarta-feira. Com AFP Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoGuerra EUA-Israel x IrãHezbollahIrãIsraelLíbano Irã acusa EUA e Israel por crimes de guerra em ataques a usinas nucleares 05/06/2026 UE aprova ajuda militar histórica ao Líbano enquanto Israel intensifica bombardeios no sul do país 05/06/2026 Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz 05/06/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Submarinos que França vai vender à Argentina devem ser construídos no Brasil, diz ministro da Defesa

Submarinos que França vai vender à Argentina devem ser construídos no Brasil, diz ministro da Defesa Múcio foi à Argentina tentar acertar a venda, o financiamento e a construção das embarcações da classe Scorpène e oferecer ao vizinho o cargueiro militar KC-390, da Embraer Por Marcelo Godoy | O Estado de S.Paulo 01/06/2026 O submarino Almirante Karam (S43), o último dos quatro convencionais das classe Riachuelo construídos em Itaguaí foi lançado ao mar em novembro de 2025 Foto: Walney/Marinha do Brasil O ministro da defesa, José Múcio Monteiro Filho, voltou da Argentina com a promessa de que os três submarinos franceses da classe Scorpène que Buenos Aires pretende adquirir devem ser construídos no Complexo de Itaguaí, no Rio. Múcio foi à Argentina na terça-feira, 26, com uma missão de descongelar as relações militares com a vizinha e, de quebra, trouxe na bagagem o interesse de seu homólogo argentino, Carlos Presti, de analisar a compra do cargueiro militar KC-390, fabricado pela Embraer. A viagem de Múcio foi a primeira da série que o ministro planejava fazer pela América do Sul com o objetivo de apresentar os produtos da Base Industrial de defesa do Brasil aos vizinhos. O aquecimento da demanda por produtos da área em todo o mundo pode favorecer o País. Em evento em Brasília, na quarta-feira, o ministro afirmou que até agosto deve visitar o Chile, o Paraguai, o Peru, a Colômbia e a Venezuela. “Quero ir à Venezuela. Eles são os mesmos funcionários, mas temos uma nova administração. Eu estou esperançoso que a conversa seja boa”, disse. Ao seu lado, em debate promovido pela Seta com empresários do setor, estavam o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE) e a ex-deputada federal Perpétua Almeida. Múcio esteve na Argentina depois que uma missão do tesouro francês esteve em Buenos Aires e ofereceu aos argentinos o cofinanciamento entre França e Brasil para a aquisição dos submarinos. O Estadão apurou que esse modelo considera a construção das embarcações no Brasil. No fim de 2024, Buenos Aires assinou uma carta de intenções com o Naval Group – a empresa francesa é sócia (41% do capital) da Novonor (59% do negócio) no Complexo de Itaguaí – para aquisição dos submarinos convencionais da classe Scorpène. “Nós temos operações conjuntas com alguns países próximos da América do Sul, Peru, Colômbia, Paraguai, Uruguai, mas com a Argentina não. Qual a razão de os dois maiores países da América do Sul, duas potências, estarem distantes quando nós temos tanto o que fazer?”, questionou o ministro. Múcio descreveu como planejou a viagem á Argentina. “Aí começa a Argentina a comprar na Europa e nos Estados Unidos coisas que poderiam comprar aqui. Então, eu falei com o presidente da República que eu precisava fazer uma diplomacia das Forças Armadas”, disse. O ministro relatou que os argentinos estavam comprando submarinos da França e contou como o Brasil entraria nessa negociação. “O nosso submarino aqui é feito também pelo francês. Então, o submarino que ele (o governo argentino) vai comprar na França será feito aqui. O que é que nós queremos na indústria de defesa: o emprego, o imposto, o desenvolvimento tecnológico”, afirmou. Ele disse que a conversa em Buenos Aires foi “boa”. “Fizemos alguns planos.” Múcio foi acompanhado por diretores de empresas brasileiras, como a Embraer. “Eu acho que nós precisamos fazer uma diplomacia com os militares da América do Sul para que nós procuremos as nossas convergências e as aprimoremos. Então, foi uma conversa extremamente positiva e vamos ter muitas consequências”, afirmou. Foi em Itaguaí que os franceses construíram os quatro submarinos da Classe Riachuelo – derivada da classe Scorpène, vendidos à Marinha do Brasil. O quarto deles, o Almirante Karam (S43), foi lançado ao mar em novembro de 2025 na mesma cerimônia que marcou a entrega definitiva do terceiro submarino convencional, o Tonelero (S42). O Complexo de Itaguaí agora está ocupado com a construção do submarino convencional com propulsão nuclear Álvaro Alberto, que só deve entrar em operação em 2034, fazendo com que o Brasil seja o primeiro País fora dos cinco que compõe o conselho de segurança das Nações Unidas e da Índia a ter esse tipo de embarcação. A possibilidade de o complexo servir para construir submarinos para outros países do entorno estratégico do Brasil já é discutida há anos. Além da Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia têm de renovar total ou parcialmente sua frota de submarinos – juntos, podem encomendar até 14 submarinos. E o Naval Group está de olho nesse mercado. Além do submarinos, Múcio revelou o início de conversas coma Argentina para venda do KC-390. “No início foi uma conversa tensa, mas no final deu-se início a uma conversa”, contou. O ministro usou como argumento o fato de o avião ser “um sucesso absoluto”. “Já vendemos 57 aviões deles pela Europa toda, e os vizinhos não têm. É por isso que eu estou procurando esses vizinhos. Eles veem o avião na Hungria, na Arábia Saudita, mas por que os vizinhos não têm? A gente tem um financiamento, facilita. Nós estamos precisando quebrar esse gelo.” Os aviões contam, segundo ele, com financiamento do BNDES. “Ou seja, o governo tem sido um grande parceiro que no passado não era. Era feio defender a Defesa – e nós temos ainda parceiros no governo que acham que é feio ajudar a Defesa – porque a Defesa é a indústria de fazer mal”, afirmou. A Base Industrial da Defesa representa 3,5% do PIB nacional e quase 4 milhões de empregos. 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Crise da água em Gaza: Famílias sobrevivem com menos de 10 litros por dia em meio ao genocídio contínuo de Israel

Crise da água em Gaza: Famílias sobrevivem com menos de 10 litros por dia em meio ao genocídio contínuo de Israel Nos campos de deslocados de Gaza, o acesso à água se tornou uma luta diária, medida em litros, filas e exaustão Por The New Arab 19/05/2026 Menina palestina se banha com uma lata de água Gaza – Antes da guerra genocida de Israel contra Gaza, a parcela diária de água por pessoa na Faixa de Gaza era de cerca de 80 litros, obtida simplesmente abrindo uma torneira dentro da casa. Agora, com cidades e vilarejos destruídos e a maioria dos moradores deslocada para abrigos, garantir água não é mais fácil, e a participação diária por pessoa caiu para menos de 10 litros. Como resultado, a coleta de água tornou-se uma luta diária para famílias deslocadas em toda Gaza. Dezenas de palestinos — homens, mulheres e crianças — fazem fila em frente a pequenas fontes de água que se estendem a partir de um caminhão-pipa estacionado em frente a um abrigo para pessoas deslocadas no centro da cidade de Gaza. Cada pessoa tenta encher os pequenos recipientes de água que carrega, devolvê-los à tenda para esvaziar em um recipiente um pouco maior e depois voltar para reabastecer os menores. Como o abastecimento de água é tão limitado, todos os membros das famílias deslocadas ajudam a buscar água enquanto o caminhão, que transporta no máximo 10.000 litros, permanece no acampamento. A quantidade é distribuída entre dois acampamentos, cada um abrigando mais de 800 moradores, o que significa que a quantidade diária disponível por pessoa é inferior a 10 litros, apesar das tarifas internacionalmente recomendadas de 50 a 100 litros por pessoa por dia. Para muitos moradores, obter mesmo essa pequena parte da água exige um esforço imenso. As pessoas esperam horas pelos caminhões, fazem longas filas, suportam superlotação e caminham longas distâncias carregando água. O sofrimento piora no verão, à medida que a demanda por água aumenta. Enquanto isso, a infraestrutura danificada de Gaza aprofundou ainda mais a crise. Com a maioria dos poços na cidade de Gaza destruída, o município incentivou os moradores a usarem bombas submersíveis, e o número agora é de 1.300. O município também conseguiu manter 35 poços de água em funcionamento. A escala do colapso fica clara ao avaliar o abastecimento de água antes e durante a guerra. Comparar a quantidade de água bombeada para a rede antes da guerra com a situação atual revela uma grande queda na quantidade disponível para cada pessoa na Cidade de Gaza, onde cerca de um milhão de pessoas deslocadas vivem atualmente. Antes da guerra, a rede recebia cerca de 100.000 xícaras diárias: 70.000 de poços, 20.000 da empresa israelense de água Mekorot e 10.000 da usina de dessalinização na área de Sudaniya, ao norte da Faixa, que desde então foi destruída. Explicando a gravidade das escassez de recursos, Maher Salem, diretor-geral de planejamento e investimentos do Município de Gaza, disse ao The New Arab: “A quantidade de água dos poços operados pelo município, juntamente com a Mekorot, atualmente não ultrapassa 35.000 xícaras, o que é extremamente pequeno em comparação com as quantidades que os moradores costumavam receber. “Cada pessoa costumava receber cerca de 80 litros de água e agora recebe menos de 10 litros. Durante períodos de guerra, a participação às vezes caía para apenas dois litros de água”, acrescentou. “Áreas inteiras carecem de serviços, incluindo o bairro oeste de al-Nasr, ao norte do campo de refugiados de al-Shati, e o bairro Tal al-Hawa, a sudoeste da cidade. Às vezes, áreas do centro da cidade sofrem com sede quando a água Mekorot é cortada, e a densidade populacional de pessoas deslocadas aumenta o sofrimento.” Quando a água acaba até o meio-dia Para as famílias que vivem em campos de deslocados, essas escassez transformaram a coleta de água em uma rotina diária exaustiva. O morador palestino Ismail Abu Ouda disse ao The New Arab, após encher pequenos recipientes de água: “Este é o único caminhão que vem ao campo diariamente, e há outro caminhão, mas ele não vem regularmente. “Nenhuma água municipal chega ao acampamento, e não há grandes tanques de armazenamento. Dependemos inteiramente da água trazida por este caminhão para beber, cozinhar e lavar. Mal consigo encher cinco pequenos recipientes, cada um com capacidade para 20 litros, para minha família de sete pessoas. A água nunca é suficiente para o dia todo, e ao meio-dia já estamos acabando.” Ele acrescentou: “Caminhões-água também não chegam facilmente.” Os perigos enfrentados pelos motoristas de caminhões-água adicionam uma camada extra à crise. O caminhoneiro Ashraf al-Kafarna descreveu algumas das dificuldades e perigos diários que enfrenta, dizendo ao The New Arab: “Vamos encher o tanque do caminhão em um posto de água no bairro al-Tuffah, a leste da cidade de Gaza, que fica próximo a áreas onde forças do exército de ocupação e veículos estão estacionados perto da Linha Amarela. “A qualquer momento, um tanque ou um drone quadricóptero pode aparecer, e então nos afastamos rapidamente. Muito frequentemente, eles disparam projéteis perto de nós, e estilhaços se espalham ao nosso redor. Balas e estilhaços podem perfurar os tanques dos caminhões.” O ônus de coletar água frequentemente recai fortemente sobre moradores idosos e mulheres. Nas proximidades, um palestino de 63 anos um Ziad Abed carrega quatro recipientes de água em várias viagens com a ajuda de uma mulher vizinha. Tentando recuperar o fôlego, ela disse: “Não tenho provedor e sustento meus netos pequenos, então luto diariamente para encher quatro ou cinco recipientes de água. Tentamos racionar o consumo e usar água apenas quando necessário para beber e lavar, para que dure o dia todo.” Ela acrescentou: “Acordo cedo para garantir um lugar na fila para abastecer a água do caminhão. A água não atende aos padrões de saúde porque não é filtrada e causa dor estomacal ou diarreia entre crianças, mas não temos alternativas.” Buscas diárias Outros não conseguem obter água alguma. Seu vizinho, Balsam Mousa, não conseguiu encher nenhum recipiente de água. Ela disse ao The New Arab: “Não há suprimentos de água
Forças iranianas causam danos a ativos dos EUA no Estreito de Ormuz enquanto o desespero de Trump cresce

Forças iranianas causam danos a ativos dos EUA no Estreito de Ormuz enquanto o desespero de Trump cresce Reforçando seu controle estratégico sobre o Estreito de Ormuz, as forças armadas iranianas confirmaram ter infligido danos significativos aos ativos navais dos EUA em uma operação coordenada que forçou três contratorpedeiros americanos a fugirem da via navegável estratégica. Por Press TV 08/05/2026 Forças iranianas causam danos a ativos dos EUA no Estreito de Ormuz enquanto o desespero de Trump cresce Em um desenvolvimento separado, a Marinha iraniana deteve o petroleiro Ocean Koi ao largo do Golfo de Omã por tentar interromper as exportações de petróleo do Irã, mesmo enquanto Teerã desprezava abertamente os prazos de Washington para uma proposta dos EUA de encerrar a guerra imposta. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, alertou que os EUA recorrem ao “aventureirismo militar” quando a diplomacia está ao alcance, reafirmando que a República Islâmica não cederá à pressão. Altos funcionários iranianos ressaltaram o colapso das tentativas de Washington de sufocar o comércio regional por meio de banditismo marítimo, pirataria e agressão militar. Enquanto isso, os acontecimentos internacionais destacaram o crescente isolamento regional e global de Washington. O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, rejeitou uma resolução anti-Irã apoiada pelos EUA, e autoridades sauditas negaram ter aberto seu espaço aéreo para ataques americanos. O petróleo bruto Brent ultrapassou US$ 101 por barril após o ataque de Washington a navios iranianos, aumentando as preocupações globais sobre a segurança energética. Desenvolvimentos importantes no dia 70 da guerra, o trigésimo primeiro dia do cessar-fogo: O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que os Estados Unidos tendem a recorrer ao aventureirismo militar justamente quando uma solução diplomática parece iminente, enfatizando que a República Islâmica nunca cederá à pressão. A Marinha iraniana deteve um petroleiro, Ocean Koi, ao largo do Golfo de Omã por violações marítimas e tentativa de interromper as exportações de petróleo do Irã. A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que suas forças causaram danos significativos aos ativos navais dos EUA em uma operação coordenada e em grande escala na noite de quinta-feira, forçando três contratorpedeiros americanos a fugirem do Estreito de Ormuz. A operação foi lançada em resposta a dois ataques a petroleiros iranianos pelo exército dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou veementemente os atos de agressão dos EUA contra petroleiros iranianos e infraestrutura costeira, descrevendo os ataques como uma flagrante violação do acordo de cessar-fogo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que a resposta de Teerã a uma proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra contra a República Islâmica ainda está em análise, sem dar atenção aos prazos dos americanos. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o colonialismo e a exploração não terão lugar no mundo de amanhã, reafirmando o compromisso de Teerã em expandir relações amistosas baseadas no respeito mútuo e interesses comuns. O ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, disse que a produção e exportação de petróleo do país continuaram sem interrupções durante os 40 dias da agressão EUA-Israel, enquanto autoridades exploram novas fontes de receita ligadas ao controle mais rígido do Estreito de Ormuz. Ali Akbar Pourjamshidian, vice-ministro do Interior para Segurança e Aplicação da Lei, disse que o chamado bloqueio naval dos EUA no Golfo Pérsico não conseguiu interromper o comércio e as operações de fronteira do país, com todas as travessias e rotas marítimas permanecendo totalmente funcionais. Mohammad Mokhber, principal conselheiro do Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, disse que o Irã nunca abrirá mão do Estreito de Ormuz, destacando suas grandes capacidades. O Irã rejeitou firmemente um projeto de resolução entre EUA e Bahrein sobre o Estreito de Ormuz, chamando-o de uma tentativa unilateral de legitimar ações militares ilegais, enquanto ignora a causa raiz da crise, que é a guerra de agressão entre EUA e Israel contra a República Islâmica desde 28 de fevereiro. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã elogiou a coragem extraordinária e os sacrifícios dos trabalhadores e voluntários do Crescente Vermelho iraniano durante a recente guerra de agressão entre os EUA e Israel. O presidente do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, elogiou a decisão “sábia” da Coreia do Sul de não se juntar à campanha militar dos Estados Unidos para reabrir à força o Estreito de Ormuz. O representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasily Nebenzya, rejeitou categoricamente uma resolução anti-Irã proposta pelos EUA no Conselho de Segurança da ONU, classificando-a como mais uma tentativa desequilibrada e confrontadora de Washington de isolar a República Islâmica, ignorando as verdadeiras raízes da crise na Ásia Ocidental. Um oficial saudita negou relatos de que Riad abriu seu espaço aéreo para agressão militar dos EUA contra o Irã, afirmando que tais alegações estão sendo divulgadas na mídia por “razões suspeitas”, segundo um relatório. Ataques aéreos israelenses às cidades libanesas de Doueir, Harouf e Habboush, no distrito de Nabatieh, mataram 11 pessoas, incluindo duas crianças, e feriram 36, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano. O Irã condenou veementemente os ataques terroristas do regime israelense em áreas residenciais nos subúrbios do sul da capital libanesa, Beirute. O movimento de resistência Hezbollah do Líbano realizou 13 operações militares direcionadas contra tropas israelenses invasoras que avançavam em território libanês. Segundo relatos, a administração Trump aprovou a venda de milhares de mísseis interceptadores e serviços relacionados no valor de 17 bilhões de dólares para três países árabes do Golfo Pérsico, incluindo Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, informou o New York Times Os Emirados Árabes Unidos forneceram 100 milhões de dólares ao chamado Conselho de Paz de Trump para financiar o treinamento de uma nova força policial destinada a controlar Gaza em nome do regime israelense, segundo relatos. Em meio ao crescente isolamento, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apressou-se para a Itália numa tentativa desesperada de reforçar o apoio à impopular guerra de agressão de Washington e
Tasnim sobre o Exército Iraniano: Destróieres dos EUA foram alvos com mísseis e drones

Tasnim sobre o Exército Iraniano: Destróieres dos EUA foram alvos com mísseis e drones A Agência de Notícias Tasnim cita o exército iraniano dizendo que a força naval do exército atacou um grupo da Marinha dos EUA enquanto tentava evacuar 3 de seus contratorpedeiros que violaram a violação do Estreito de Ormuz em direção ao Mar de Omã sob cobertura aérea. Por Al-Mayadeen Net 08/05/2026 Marinha iraniana (Arquivo) A agência de notícias Tasnim citou o exército iraniano na sexta-feira dizendo que a força naval do exército atacou um grupo da Marinha dos EUA enquanto tentava evacuar 3 de seus contratorpedeiros em violação do Estreito de Ormuz, em direção ao Mar de Omã sob cobertura aérea. O exército afirmou que a operação foi conjunta, utilizando oito mísseis de cruzeiro e 24 drones suicidas. Como resultado dessa operação, um míssil de cruzeiro e três drones suicidas conseguiram atingir os contratorpedeiros americanos, apesar das extensas tentativas da Marinha dos EUA para repelir o ataque, o que levou a incêndios, segundo o exército. É notável que essa operação tenha sido chamada de “Operação Mártir Mayvan” em memória do proeminente comandante do contratorpedeiro iraniano “Jamaran”, Capitão “Amir Bahador Mayvan”. Tasneem tinha Citando uma fonte militar informada, ele disse que a marinha iraniana respondeu após a “ação hostil” realizada por “terroristas americanos” contra petroleiros iranianos. A agência informou que os confrontos haviam cessado e que o clima havia se acalmado após um período de trocas de tiros. Tasnim acrescentou que, se os americanos pretenderem reentrar no Golfo ou causar distúrbios aos navios da marinha iraniana, enfrentarão novamente uma resposta decisiva. A fonte observou que a possibilidade de retomar tais confrontos nessa área ainda existe. Nesse contexto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse: Ismail Baghaei. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas monitoram os desenvolvimentos com alta precisão e permanecem em estado de total prontidão para lidar com quaisquer desenvolvimentos, enfatizando que Teerã responderá com firmeza a qualquer agressão ou aventura sempre que necessário. A região do Estreito de Ormuz está presenciando tensão devido ao bloqueio dos EUA, enquanto a República Islâmica confirma, nas palavras de seus oficiais, que não se renderá e enfrentará o inimigo com força e firmeza caso este retome sua agressão. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Tasnim sobre o Exército Iraniano: Destróieres dos EUA foram alvos com mísseis e drones 08/05/2026 Exclusivo: EUA e Israel rejeitam proposta conjunta palestina para Gaza após reuniões 03/05/2026 Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoEstreito de HormuzGuerra do VietnãIrãIsraelVietnã Tasnim sobre o Exército Iraniano: Destróieres dos EUA foram alvos com mísseis e drones 08/05/2026 Exclusivo: EUA e Israel rejeitam proposta conjunta palestina para Gaza após reuniões 03/05/2026 Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Mensagem do Irã à ONU sobre a agressão dos EUA: pode levar a um grande desastre

Mensagem do Irã à ONU sobre a agressão dos EUA: pode levar a um grande desastre A missão do Irã nas Nações Unidas condena os recentes ataques dos EUA a navios iranianos no Estreito de Ormuz e o bloqueio naval, em duas cartas idênticas ao Secretário-Geral da ONU e ao Presidente do Conselho de Segurança da ONU. Por Al-Mayadeen Net 08/05/2026 Mensagem do Irã à ONU sobre a agressão dos EUA: pode levar a um grande desastre A missão do Irã nas Nações Unidas enviou duas cartas idênticas ao Secretário-Geral das Nações Unidas e ao Presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, nas quais condenava os ataques dos EUA a navios iranianos e a imposição de um bloqueio naval, considerando-os uma violação do cessar-fogo, uma ameaça à paz e segurança na região e no mundo, e que poderiam levar a uma grande catástrofe. O representante do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeed Iravani, alertou sobre a gravidade desses atos de agressão, convocando as Nações Unidas, no nível da Secretaria Geral e do Conselho de Segurança da ONU, a condenarem os ataques dos EUA. Na carta, Teerã considerou os ataques dos EUA “uma clara violação do cessar-fogo assinado em 8 de abril de 2026” e uma flagrante violação da Carta da ONU, responsabilizando Washington totalmente por essa escalada, o que o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu publicamente. O Irã também observou que os Estados Unidos estão praticando “atos que se assemelham à pirataria” ao impor um bloqueio naval ilegal e manter as tripulações dos navios reféns, ressaltando que essas ações equivalem a “atos de agressão” segundo as resoluções da Assembleia Geral da ONU. A missão iraniana alertou que esse comportamento “mina a segurança marítima e ameaça a paz internacional”, observando que a continuidade da abordagem militar dos EUA poderia arrastar a região do Golfo e o Estreito de Ormuz para uma “catástrofe cujas consequências vão muito além da região.” Ao final de sua carta, o Irã afirmou seu “direito inerente à legítima defesa, de acordo com o Artigo 51 da Carta da ONU”, pedindo ao Conselho de Segurança da ONU que condene o embargo dos EUA e exorte Washington a cumprir suas obrigações internacionais e cessar suas provocações. Era As forças armadas iranianas atacaram, à meia-noite de quinta e sexta-feira, um destacamento naval militar dos EUA no leste do Estreito de Ormuz. e ao sul do porto de Chabahar, infligindo pesadas perdas, em resposta à violação do cessar-fogo pelos Estados Unidos, depois que o exército americano atacou um petroleiro e áreas civis iranianas, segundo o Quartel-General Central do Selo dos Profetas no Irã. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Tasnim sobre o Exército Iraniano: Destróieres dos EUA foram alvos com mísseis e drones 08/05/2026 Mensagem do Irã à ONU sobre a agressão dos EUA: pode levar a um grande desastre 08/05/2026 Exclusivo: EUA e Israel rejeitam proposta conjunta palestina para Gaza após reuniões 03/05/2026 Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoEstreito de HormuzGuerra do VietnãIrãIsraelVietnã Tasnim sobre o Exército Iraniano: Destróieres dos EUA foram alvos com mísseis e drones 08/05/2026 Mensagem do Irã à ONU sobre a agressão dos EUA: pode levar a um grande desastre 08/05/2026 Exclusivo: EUA e Israel rejeitam proposta conjunta palestina para Gaza após reuniões 03/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar