Além de uma ‘OTAN muçulmana’: Paquistão e a Emergente Ordem de Segurança do Oriente Médio

Além de uma 'OTAN muçulmana': Paquistão e a Emergente Ordem de Segurança do Oriente Médio

Além de uma ‘OTAN muçulmana’: Paquistão e a Emergente Ordem de Segurança do Oriente Médio Por décadas, acompanhei a relação militar do Paquistão com o Oriente Médio se desenrolar em grande parte longe das manchetes. Por Mansoor Qaisar | MIddle East Monitor 29/07/2026 O Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan (2ª direita), se encontra com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão Muhammad Ishaq Dar (2ª esquerda), o ministro das Relações Exteriores do Egito Badr Abdelatty (direita) e o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan (esquerda), durante a “Reunião de Ministros das Relações Exteriores Turquia-Egito-Paquistão-Arábia Saudita” em Islamabad, Paquistão, em 29 de março de 2026. [Ministério das Relações Exteriores da Turquia/Folheto – Agência Anadolu] Oficiais paquistaneses treinaram forças do Golfo, pilotos participaram de exercícios conjuntos, conselheiros trabalharam ao lado de governos árabes e tropas foram periodicamente estacionadas na Arábia Saudita. Islamabad era um parceiro importante de segurança — mas raramente a peça central da arquitetura de defesa da região. Isso pode estar mudando agora. O Acordo Estratégico de Defesa Mútua assinado entre Paquistão e Arábia Saudita em 17 de setembro de 2025 marcou uma verdadeira ruptura com essa cooperação informal mais antiga. Estabeleceu que agressão contra qualquer um dos países seria tratada como agressão contra ambos — trazendo a linguagem da defesa coletiva para o relacionamento do Paquistão com o mundo árabe pela primeira vez. Desde então, percebi que o interesse pelo Paquistão como parceiro de defesa está se espalhando. O Kuwait explorou um arranjo ampliado envolvendo tropas, aeronaves, drones e capacidades de defesa aérea. O Bahrein teria demonstrado interesse semelhante, a Jordânia discutiu armas e treinamento, e Paquistão, Arábia Saudita e Turquia prepararam um projeto de acordo trilateral de defesa, embora ainda não haja consenso. Tudo isso levanta uma questão óbvia: uma “OTAN muçulmana” está começando a emergir? Minha resposta é não, ainda não — mas algo estrategicamente significativo está claramente tomando forma. Da cooperação militar à defesa mútua O acordo saudita importa porque transformou uma parceria histórica em um compromisso estratégico formal. Antes de 2025, estimava-se que entre 1.500 e 2.000 militares paquistaneses já estavam estacionados na Arábia Saudita em funções operacionais, técnicas e de treinamento. O acordo foi então colocado em prática: as forças paquistanesas chegaram à Base Aérea King Abdulaziz em abril de 2026, e relatos posteriores confirmaram tropas paquistanesas e aeronaves de combate implantadas no reino. Outros estados do Golfo perceberam. O Kuwait já tinha um acordo de cooperação em defesa com o Paquistão em 2023, mas as discussões relatadas em julho de 2026 foram consideravelmente além — o Kuwait supostamente buscava milhares de tropas paquistanesas, aeronaves de combate, drones e sistemas de defesa aérea, embora autoridades paquistanesas tenham alertado que implantações de combate não estavam sendo consideradas. Acho que a distinção aqui realmente importa: acordos de treinamento são comuns; O compromisso de mobilizar forças e sistemas de defesa aérea durante um confronto regional é algo mais próximo de uma aliança. O triângulo Paquistão-Arábia Saudita-Turquia O possível arranjo trilateral pode ser ainda mais importante. O ministro da produção de defesa do Paquistão confirmou em janeiro de 2026 que existia um projeto de acordo após cerca de dez meses de negociações. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, reconheceu as discussões, mas disse que nenhum acordo foi assinado, pedindo em vez disso uma plataforma regional de segurança mais ampla. Cada país traria algo diferente para a mesa: os recursos financeiros e a influência energética da Arábia Saudita; a sofisticada indústria de defesa da Turquia em drones, blindados e plataformas navais; e o exército experiente em combate do Paquistão, sua base industrial de defesa em expansão e a única capacidade nuclear declarada do mundo muçulmano. O Paquistão conta com cerca de 660.000 elementos ativos, mais de 420 aeronaves com capacidade de combate e cerca de 170 ogivas nucleares — além de um programa JF-17 que permite oferecer equipamentos sem dependência total de fornecedores ocidentais. Juntos, os três poderiam formar o núcleo de uma rede de segurança realmente poderosa — mas eu aconselharia a não interpretar isso demais. Uma rede poderosa não é automaticamente uma aliança, e uma aliança não é automaticamente OTAN. Posição do Egito na estrutura emergente O Egito está cada vez mais conectado a esse alinhamento, embora não haja um tratado de defesa mútua Paquistão-Egito confirmado publicamente. Os dois exércitos realizaram um exercício conjunto de forças especiais no Paquistão em abril de 2026, e o Egito se juntou ao Paquistão, Arábia Saudita e Turquia em um mecanismo de consulta entre quatro países — às vezes chamado de R4 — que se reuniu durante o conflito iraniano para discutir a desescalada. Esse agrupamento permanece diplomático, não militar, mas reúne quatro dos maiores estados de maioria muçulmana fora do Irã. Espero que o Cairo avance com cautela aqui, dadas suas prioridades concorrentes em Gaza, Líbia, Sudão, Mar Vermelho e sua longa relação com Washington. Por enquanto, eu veria o Egito como parte de um círculo de consulta emergente — ainda não um membro confirmado da aliança. Uma aliança muçulmana já existe — mas não desse tipo O mundo muçulmano já possui um órgão militar multinacional: a Coalizão Islâmica Militar de Contraterrorismo, estabelecida em 2015 e com sede em Riad, com 43 Estados-membros e o ex-chefe do exército paquistanês, General Raheel Sharif, como comandante-em-chefe desde 2017. Seu trabalho abrange coordenação antiterrorismo, compartilhamento de inteligência, treinamento e combate ao financiamento de extremistas. Mas não tem equivalente ao Artigo 5, nem força multinacional integrada, nem comando unificado que responda automaticamente quando um membro é atacado. Os membros participam de acordo com suas próprias capacidades, sem abrir mão da soberania. A força da OTAN repousa em compromissos formais de defesa coletiva, planejamento integrado, padrões comuns e décadas de exercícios conjuntos — nenhum dos quais os arranjos emergentes centrados no Paquistão ainda construíram. O que realmente está surgindo? Acho que o resultado mais provável é uma rede em camadas e de raios: o acordo Paquistão-Arábia Saudita no centro, o trilateral saudita-turquiano ao seu

O que significa o estado de emergência imposto pelos EUA contra o Brasil

O que significa o estado de emergência imposto pelos EUA contra o Brasil

O que significa o estado de emergência imposto pelos EUA contra o Brasil O governo de Donald Trump anunciou nesta terça-feira (28) a extensão de uma ordem executiva assinada em 2025 que considera o Brasil uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança dos EUA. Por Isabella de Paula | Gazeta do Povo 28/07/2026 Governo dos EUA estendeu nesta terça-feira (28) uma ordem executiva assinada em julho do ano passado que mira o Brasil (Foto: Daniel Torok/Casa Branca/Wikimedia Commons) A medida, renovada por mais um ano, diz respeito a um estado de emergência nacional. O instrumento jurídico, previsto na legislação americana, concede poderes extraordinários ao chefe do Executivo para tomar medidas sem a necessidade de aval do Congresso, a fim de proteger a economia, segurança e políticas dos EUA. O mecanismo permite ações contra o governo brasileiro como o congelamento de bens financeiros, o bloqueio de transações comerciais e até sanções. Contudo, a extensão da ordem executiva não apresenta novas punições ao Brasil, apenas mantém os argumentos iniciais de que a atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interfere na Segurança Nacional, agenda externa e economia dos EUA a partir da forma como conduz suas políticas nacionais. Algumas medidas citadas pelo governo Trump são a violação dos direitos de liberdade de expressão de pessoas americanas e direitos humanos, que afetam seus cidadãos e empresas sediadas nos EUA. O documento também menciona perseguição política e censura por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Dois militares americanos mortos, um desaparecido após ataques iranianos na Dúrgia 18/07/2026 Embaixada dos EUA na Jordânia: aeroporto e porto marítimo de Aqaba evacuados devido a ameaça direcionada 19/07/2026 Ataques dos EUA deixam 10.000 iranianos sem água enquanto a usina de dessalinização do Kuwait queima 18/07/2026 Acordo de desarmamento do Hamas na íntegra e por que Israel não vai gostar 31/07/2026 Netanyahu apoia estratégia de pressão em primeiro lugar sobre o Irã após conversas de Trump 29/07/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Estreito de OrmuzGuerra EUA-Israel x IrãIrãIsraelJordânia EUA e Israel se preparam para bombardear alvos relacionados à energia no Irã, dizem fontes 01/08/2026 Israel volta a atacar Gaza horas após Hamas concordar com desarmamento 01/08/2026 Hamas responde positivamente ao acordo de Gaza de Trump enquanto a extrema-direita israelense o rejeita 31/07/2026 Deixe seu comentário

Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa

Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa

Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa Uma gravação anterior obtida exclusivamente pelo Global Times no sábado mostra um militar filipino fazendo uma série de gestos provocativos em direção a uma embarcação chinesa, incluindo puxar suas calças para baixo e expor as nádegas em um aparente ato de insulto. Por Global Times 25/07/2026 Captura de tela de um vídeo anterior obtido pelo Global Times em 25 de julho de 2026 mostra um militar filipino puxando suas calças para baixo e expondo as nádegas em um aparente ato de insulto. Equipamentos ópticos a bordo da embarcação chinesa registraram o incidente durante operações de monitoramento marítimo. Esta não é a primeira vez que militares filipinos são registrados envolvendo-se em comportamento inadequado durante confrontos marítimos. Outra gravação de vídeo obtida pelo Global Times mostra anteriormente que, em 2024, um indivíduo filipino expôs abertamente suas partes íntimas em relação a equipamentos de gravação chineses quando tentaram invadir águas próximas ao Huangyan Dao, na China. Outra fotografia tirada em Ren’ai Jiao, na China, no mesmo ano, mostrava um tripulante a bordo da embarcação filipina encalhada ilegalmente, parado ao lado da embarcação e urinando no mar. Esses vídeos apresentam um contraste marcante com a representação pública do exército filipino como “vítima” no Mar do Sul da China. Embora o lado filipino tenha promovido repetidamente tal narrativa, seu pessoal continuou a se envolver em ações confrontadoras contra embarcações e pessoal chinês, com alguns demonstrando comportamentos agressivos e inadequados diante das câmeras, observaram observadores chineses. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anterior FilipinasMar do Sul da China Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 Comandante da Força Real de Defesa Aérea Saudita se encontra com vice-comandante do Comando Central dos EUA 19/07/2026 Milhares participaram de uma marcha pelo assentamento em Gaza; Daniella Weiss: Não haverá mais árabes lá 19/07/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar

‘Novo Vietnã’: ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã

'Novo Vietnã': ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã

‘Novo Vietnã’: ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã Os Estados Unidos enfrentam problemas profundos com a guerra do Irã, assim como enfrentaram com o prolongado conflito no Vietnã, escreve um veículo de comunicação da mídia estadunidense, citando Leon Panetta, ex-secretário de Defesa dos EUA. Por Sputnik 25/07/2026 © AP Photo / Vahid Salemi Panetta, que atuou durante a gestão de Barack Obama entre 2011 e 2013, apontou que há uma falta de objetivo claro para a guerra do Irã no governo dos EUA e que a história mostra que guerras sem fim nunca terminam bem. “[Os EUA] continuam os ataques militares, que a inteligência deixa claro que não vão mudar o comportamento do Irã. Ao mesmo tempo, o povo norte-americano paga um preço muito alto devido ao aumento dos preços do petróleo e do custo de vida”, ressaltou. Segundo ele, a guerra no Irã também corre o risco de atrair recursos dos EUA para um compromisso prolongado com retornos incertos. Quanto mais tempo o conflito continuar, maior será o ônus econômico e estratégico. Além disso, o especialista argumentou que o principal desafio não é a força no campo de batalha, mas a dificuldade de transformar a pressão militar em um resultado político estável. Nesse sentido, Panetta concluiu que a guerra está se tornando mais cara e menos útil para Washington do que se esperava inicialmente. Anteriormente, uma revista norte-americana escreveu que a era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia Guerra do VietnãGuerra EUA-Israel x IrãIrãVietnã Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 ‘Novo Vietnã’: ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã 25/07/2026 Especialista: Rússia avança e priva Exército ucraniano de suprimentos por terra e mar 25/07/2026 Deixe seu comentário

Brasileiros como bucha de canhão ganham destaque na Ucrânia

Brasileiros como bucha de canhão ganham destaque na Ucrânia

Brasileiros como bucha de canhão ganham destaque na Ucrânia Promessa do equivalente a 60 mil de salário Por Luiz Carlos Azenha | Fórum 25/07/2026 Adriano Silva faz parte da estatística mórbida: 119 brasileiros mortos ou desaparecidos na Ucrânia. A imagem de uma Ucrânia repleta de liberais patriotas ansiosos para travar uma guerra de alta tecnologia até o colapso total da Rússia é uma ficção”, escreveu Lily Lynch na revista New Left Review. Sim, pois há muitos estrangeiros lutando pela Ucrânia, inclusive brasileiros, que se tornam bucha de canhão depois de ofertas de grandes salários. Rei da propaganda, o presidente Volodymyr Zelensky está convencendo o planeta de que, em algum momento, houve uma reviravolta na guerra iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022. Para isso, ele conta com institutos como o ISW, baseado em Washington e financiado pela indústria das armas, que monitora a guerra destacando sempre a resistência ucraniana, com grande parte da mídia ocidental e, acima de tudo, com a OTAN, cujos dirigentes continuam apostando em impor uma derrota estratégica a Vladimir Putin. O principal argumento de Zelensky é de que a Ucrânia está se tornando a “superpotência dos drones” e, com isso, pode levar a guerra à população da Rússia. Vender sucesso em campo de batalha é essencial para entusiasmar possíveis mercenários que a Ucrânia recruta ao redor do mundo. De fato, a Ucrânia demonstrou poder de ataque a Moscou e outros alvos de longo alcance, impondo danos à infraestrutura de gás e petróleo da Rússia. As notícias diárias de sucessos militares ucranianos são acompanhadas por avaliações que se provaram falsas até agora — de que a economia russa está próxima do colapso. Moscou driblou bloqueio Esta ideia vem desde que o Ocidente impôs as maiores sanções já aplicadas a um país a partir de 2022. Moscou, de maneira surpreendente, conseguiu driblar o bloqueio econômico, especialmente ao turbinar suas relações com a China. Mais recentemente, a Ucrânia atacou com drones depósitos da Wildberries, alegando que fazem parte da infraestrutura militar russa. Moscou sustenta que é terrorismo puro, pois trata-se de uma rede comercial. De acordo com o Russia Today: As vítimas não são generais nem projetistas de armas. São funcionários de armazéns, seguranças, entregadores, operadores de pontos de coleta e centenas de milhares de pequenos vendedores cujo estoque existe apenas como caixas em prateleiras dentro desses prédios. Avanço, ainda que lento Os ataques com drones não impedem a Rússia de retaliar contra a infraestrutura ucraniana, como nos bombardeios recentes aos portos e embarcações militares na região de Odessa, no mar Negro. A verdade, como nota Lynch, é que a Rússia segue avançando, ainda que lentamente, em direção a seu principal objetivo militar, o de conquistar totalmente a bacia do rio Donets. A guerra já não tem o apoio popular do passado, nem na Rússia, muito menos na Ucrânia. Lynch sustenta que a idade média dos soldados ucranianos é de 45 anos e citou uma estimativa de que 200 mil homens teriam fugido para não servir na frente de batalha. A ideia de um “milagre tecnológico”, para a autora, não cola: Apenas uma minoria deseja continuar lutando até que os objetivos maximalistas de seu lado sejam alcançados. Sem a propaganda de uma revolução tecnológica de drones impulsionada pela juventude na guerra, a Ucrânia se encontra em uma situação notavelmente semelhante à da Rússia: dois países caminhando a passos largos para uma crise demográfica, em um conflito dirigido por uma elite política oportunista e travado em parte por pessoas relutantes, coagidas, estrangeiras e idosas. Promessa de U$ 10 mil mensais Os “estrangeiros” a que a autora se refere são os recrutas que a Ucrânia está trazendo de todo o mundo, notadamente da Colômbia e do Brasil. Ela detalhou: Enquanto a Rússia recruta africanos indefesos para servirem de bucha de canhão, a Ucrânia agora emprega milhares de recrutas da Colômbia, do Brasil e de vários países europeus, designados como “voluntários” para contornar as leis antimercenários. E persiste o problema fundamental da enorme assimetria: a Rússia ainda supera a Ucrânia em número de soldados. A Ucrânia tentou compensar essa diferença com drones, mas isso só conseguiu retardar o avanço russo. Nos sites oficiais de recrutamento, a Ucrânia está oferecendo aos brasileiros U$ 215 por dia em posições de combate, U$ 435 por dia em missões de reconhecimento e U$ 870 por dia em missões de assalto. Somados ao salário base, estes valores podem levar um mercenário a ganhar até U$ 10 mil mensais, sempre de acordo com a promessa feita por autoridades ucranianas. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia ColômbiadroneGuerra Rússia-UcrâniaMar NegroUcrânia Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 ‘Novo Vietnã’: ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã 25/07/2026 Brasileiros como bucha de canhão ganham destaque na Ucrânia 25/07/2026 Deixe seu comentário

Exército da Ucrânia atinge navio de guerra russo com carga ligada ao Irã no Mar Cáspio

Exército da Ucrânia atinge navio de guerra russo com carga ligada ao Irã no Mar Cáspio

Exército da Ucrânia atinge navio de guerra russo com carga ligada ao Irã no Mar Cáspio Kiev também confirmou que um ataque de drones ucranianos provocou um incêndio nas instalações da Refinaria de Petróleo de Tyumen, na Sibéria Ocidental Por O Estado de S.Paulo 25/07/2026 O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, participa de uma reunião em Kiev. Foto: Efrem Lukatsky/AP KIEV – O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, afirmou neste sábado, 25, na rede social X que o Exército ucraniano atingiu um navio de guerra russo e embarcações usadas para transportar carga militar ligada ao Irã no Mar Cáspio. “Obtivemos resultados muito expressivos com ataques de longo alcance no Mar Cáspio — incluindo embarcações utilizadas no transporte de cargas militares envolvendo o Irã”, apontou ele na rede social X. A Ucrânia também confirmou que um ataque de drones ucranianos provocou um incêndio nas instalações da Refinaria de Petróleo de Tyumen, na Sibéria Ocidental. Kiev também atingiu uma instalação logística em Ecaterimburgo e um depósito de combustíveis e lubrificantes em Rostov-do-Don. A tecnologia de drones de longo alcance da Ucrânia evoluiu durante a guerra, representando um desafio para a Rússia, cuja vasta extensão territorial é difícil de proteger integralmente. As forças de Kiev têm visado instalações petrolíferas russas, causando escassez de combustível e constrangendo o presidente Vladimir Putin. Ataques Outros ataques de ambos os lados ocorreram entre sexta-feira, 24, e sábado. Autoridades ucranianas e russas anunciaram que 14 pessoas morreram após bombardeios. De acordo com oficiais russos na região de Zaporizhzhia — parcialmente ocupada pela Rússia — ataques ucranianos deixaram 11 mortos; enquanto isso, autoridades da região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, informaram que um ataque de drone russo matou três pessoas. Os ataques ocorreram após um grande bombardeio russo na sexta-feira perto de Kiev, que matou pelo menos 10 pessoas e feriu cerca de 100. Em um pronunciamento na noite de sexta-feira, Zelenski alertou que avaliações de inteligência indicavam que a Rússia estava preparando mísseis para um grande ataque, afirmando haver indícios de que isso poderia ocorrer nas próximas 48 horas. Zelenski vai se encontrar com Trump O presidente ucraniano deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira, 28, em Washington, de acordo com um oficial americano que conversou com a reportagem da Associated Press (AP). Kiev não comentou de imediato a reunião, embora Zelenski tenha dito em seu pronunciamento de sexta-feira que Kiev estava “se preparando para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos e sua equipe”. com AP Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia Guerra Rússia-UcrâniaIrãMar CáspioUcrânia Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 ‘Novo Vietnã’: ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã 25/07/2026 Exército da Ucrânia atinge navio de guerra russo com carga ligada ao Irã no Mar Cáspio 25/07/2026 Deixe seu comentário

Especialista: Rússia avança e priva Exército ucraniano de suprimentos por terra e mar

Especialista: Rússia avança e priva Exército ucraniano de suprimentos por terra e mar

Especialista: Rússia avança e priva Exército ucraniano de suprimentos por terra e mar As tropas russas estão avançando no front, simultaneamente privando o Exército de Kiev de suprimentos por via marítima e ferroviária, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), Larry Johnson, em seu canal no YouTube. Por Sputnik 25/07/2026 © AP Photo / Sergei Poliakov “A Ucrânia está agora em crise. […] E a Rússia, enquanto isso, ataca empresas industriais em Kiev. Dia após dia”, avaliou. De acordo com Johnson, Moscou está gradualmente cortando o inimigo de todas as rotas de abastecimento. “Em paralelo, a Rússia fechou efetivamente Odessa. A cidade está completamente bloqueada. […] O mesmo acontece com Nikolaev. Essencialmente, a Ucrânia está cortada de novos abastecimentos, pelo menos através do Mar Negro. Todo o resto terá agora de ser feito por via terrestre. E nesta direção, a Rússia […] destrói locomotivas. […] Então os russos efetivamente privam a Ucrânia da oportunidade de obter suprimentos por via ferroviária”, especificou o especialista. Na quinta-feira (23), o ministro da Política Agrária da Ucrânia, Taras Vysotsky, afirmou que os navios pararam de entrar nos portos do país. Ele enfatizou que esta é a decisão dos proprietários do transporte, não uma ordem do regime de Kiev. Como afirmou o enviado especial da chancelaria russa para os crimes do regime de Kiev, Rodion Miroshnik, a Ucrânia utiliza a rota marítima como um canal de entrega de armas 24 horas por dia. Nos últimos três anos, cerca de oito mil navios com carga militar passaram pelos portos de Odessa, o que explica os ataques a esses alvos. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia Guerra Rússia-UcrâniaMar NegroUcrânia Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 Especialista: Rússia avança e priva Exército ucraniano de suprimentos por terra e mar 25/07/2026 O Ministro das Relações Exteriores da China pede a retomada antecipada das negociações sobre as tensões no Golfo; Irã agradece à China pelos esforços de paz 25/07/2026 Deixe seu comentário

O Ministro das Relações Exteriores da China pede a retomada antecipada das negociações sobre as tensões no Golfo; Irã agradece à China pelos esforços de paz

O Ministro das Relações Exteriores da China pede a retomada antecipada das negociações sobre as tensões no Golfo; Irã agradece à China pelos esforços de paz

O Ministro das Relações Exteriores da China pede a retomada antecipada das negociações sobre as tensões no Golfo; Irã agradece à China pelos esforços de paz O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu a retomada rápida do diálogo e das negociações entre as partes interessadas e o tratamento adequado das questões relacionadas ao Estreito de Ormuz durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, no Quirguistão, na sexta-feira. Araghchi agradeceu à China por promover consistentemente a paz e o diálogo e expressou esperança de que continue ajudando a aliviar as tensões regionais, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China. Por Global Times 25/07/2026 O Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, também membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, se reúne com o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, à margem da Reunião do Conselho dos Ministros das Relações Exteriores dos Estados-Membros da Organização de Cooperação de Xangai (OCS) no Quirguistão, no dia 24 de julho, 2026. Foto: Ministério das Relações Exteriores da China A reunião ocorreu à margem da Reunião do Conselho dos Ministros das Relações Exteriores dos Estados-Membros da Organização de Cooperação de Xangai, informou a Agência de Notícias Xinhua na madrugada de sábado. Wang afirmou que a China está profundamente preocupada com a renovada escalada das tensões no Oriente Médio e na região do Golfo. O memorando de entendimento (MoU) assinado há mais de um mês foi um resultado valioso dos esforços de mediação de múltiplas partes e refletia as aspirações do povo iraniano e dos povos da região por paz e estabilidade, disse ele, enfatizando que o progresso alcançado por meio do diálogo não deve ser abandonado. “A porta para as negociações, uma vez aberta, não deve ser fechada, e enquanto houver esperança de paz, ela não deve ser abandonada”, disse Wang. A prioridade imediata é resolver as diferenças por meio do diálogo e negociações e retomar a implementação do consenso alcançado no MoU, disse Wang. Como parceiro estratégico abrangente do Irã, a China apoia firmemente o país na salvaguarda de sua soberania, segurança e dignidade nacional, acrescentou. A China continuará atuando em conformidade com a proposta de quatro pontos para manter e promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio, apoiará os esforços de mediação do Paquistão e de outras partes, facilitará a retomada antecipada do diálogo e das negociações, abordará adequadamente as questões relacionadas ao Estreito de Ormuz, melhorará as relações entre os países vizinhos e promoverá a segurança coletiva entre os estados do Golfo, Wang disse. Tais esforços visam ajudar a restaurar a paz e a estabilidade no Oriente Médio em um prazo mais rápido, observou. Araghchi informou Wang sobre os últimos acontecimentos no Oriente Médio e na região do Golfo. Ele afirmou que a disposição do Irã para negociar nunca mudou e que Teerã não deseja ver o conflito continuar, instando os EUA a honrarem seus compromissos, exercerem moderação, trabalharem com o Irã para o mesmo objetivo e buscarem uma solução razoável, segundo o comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China. No momento crítico atual, é crucial que Irã e China, como parceiros estratégicos abrangentes, fortaleçam a comunicação e a coordenação, disse Araghchi. Ele agradeceu à China por manter consistentemente uma posição objetiva e imparcial e promover a paz e as negociações, além de expressar esperança de que a China continue desempenhando um papel importante na ajuda a desescalar a situação. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia Estreito de OrmuzGolfo PérsicoGuerra EUA-Israel x IrãIrãOrganização de Cooperação de Xangai OCX SCOPaquistãoQuirguistão Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 O Ministro das Relações Exteriores da China pede a retomada antecipada das negociações sobre as tensões no Golfo; Irã agradece à China pelos esforços de paz 25/07/2026 China rejeita a transferência de culpa da UE para a crise da Ucrânia, se opõe a sanções contra empresas e cidadãos chineses 25/07/2026 Deixe seu comentário

Ministro israelense defende política de demolição de casas de palestinos na Cisjordânia

Ministro israelense defende política de demolição de casas de palestinos na Cisjordânia

Ministro israelense defende política de demolição de casas de palestinos na Cisjordânia Declaração de Itamar Ben-Gvir acontece em meio a nova ação violenta promovida por colonos na região de Nablus, que terminou com quatro mortos e vários feridos e detidos Por Victor Farinelli | Ópera Mundi 25/07/2026 O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir Shai Kandler / Wikimedia Commons São Paulo – Em uma publicação realizada em la plataforma X, nesta sexta-feira (24/07), o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que apresentará ao Exército do seu país uma ordem para demolir casas na Cisjordânia pertencentes a palestinos acusados de envolvimento em supostos ataques contra israelenses. “Para cada judeu morto, o inimigo deve pagar com a perda de terras”, argumentou Ben-Gvir no texto em que tenta justificar a medida. Caso a medida seja colocada em prática na Cisjordânia, se repetiria um cenário que já está acontecendo em algumas localidades da Faixa de Gaza, como na região de Beit Hanoun, no norte desse território, onde medida similar foi autorizada pelas forças militares que controlam a zona. No dia anterior, Ben-Gvir liderou mais de 4,2 mil colonos israelenses e membros de grupos de extrema-direita durante a invasão do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada. A ação foi uma das maiores incursões ao local, mas não a única realizada este ano. Ataque em Nablus Horas antes de publicada a declaração do ministro, colonos israelenses realizaram uma manifestação na região de Nablus, no norte da Cisjordânia. Segundo uma correspondente do canal catari Al Jazeera, o ato foi acompanhado por um grande contingente de policiais e forças de segurança de Israel cercando o vilarejo e impondo um cerco. A correspondente reportou que durante o ato foram registrados incidentes em que colonos atacaram pessoas palestinas que encontravam sozinhas pelo caminho, ou que começaram a disparar armas de fogo contra grupos maiores. Entre ações realizadas por colonos e membros das forças israelenses de segurança que fizeram a escolta do ato, produziu-se um saldo de ao menos quatro palestinos mortos, dezenas de feridos e dezenas de detidos. As forças israelenses justificaram a ação alegando que se tratava de um protesto contra uma suposta agressão feita por palestinos contra um grupo de colonos que faziam trilha pela região de Nablus. A versão israelense também afirma que um dos palestinos teria tentado tomar uma arma de fogo das mãos de um agente de segurança que fazia a proteção dos colonos. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) emitiu um comunicado condenando o episódio e acusando os colonos israelenses e as forças de segurança de Israel por “promoverem atos de provocação contra a população local de Nablus”. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia CisjordâniaFaixa de GazaIsraelJerusalémPalestina Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 ‘Novo Vietnã’: ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã 25/07/2026 Exército da Ucrânia atinge navio de guerra russo com carga ligada ao Irã no Mar Cáspio 25/07/2026 Deixe seu comentário

China rejeita a transferência de culpa da UE para a crise da Ucrânia, se opõe a sanções contra empresas e cidadãos chineses

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China rejeita a transferência de culpa da UE para a crise da Ucrânia, se opõe a sanções contra empresas e cidadãos chineses A China expressa forte insatisfação e firme oposição após a UE listar empresas chinesas adicionais em seu 21º pacote de sanções contra a Rússia, desconsiderando a firme oposição chinesa e repetidas representações solenes, e mais uma vez apresentou representações solenes à UE e tomou medidas correspondentes para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, um porta-voz da Missão da China na UE disse na sexta-feira quando questionado sobre o assunto. Por Global Times 25/07/2026 A bandeira da União Europeia está em frente à sede da UE em Bruxelas, Bélgica. Foto: Xinhua O porta-voz afirmou que a China mantém uma posição objetiva e justa sobre a crise da Ucrânia, mantém o compromisso em promover as negociações de paz e desempenhou um papel construtivo no avanço da solução política da crise. A China se opõe firmemente à UE de transferir a culpa para a China e de difamar e difamar a China por causa da crise da Ucrânia, e se opõe firmemente à listagem e sanção injustificadas de empresas e cidadãos chineses pela UE. A China insta a UE a corrigir imediatamente suas irregularidades, eliminar o impacto grave e salvaguardar os interesses gerais das relações China-UE por meio de ações concretas, disse o porta-voz. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês skip render: ucaddon_post_list Notícia anteriorPróxima notícia Guerra Rússia-UcrâniaUcrâniaUnião Europeia UE Exclusivo: Imagens anteriores mostram militares filipinos puxando calças para baixo em provocação indecente contra embarcação chinesa 25/07/2026 China rejeita a transferência de culpa da UE para a crise da Ucrânia, se opõe a sanções contra empresas e cidadãos chineses 25/07/2026 A CCG toma medidas de aplicação da lei contra embarcações filipinas ilegais após dois dias de provocações ao largo de Huangyan Dao 25/07/2026 Deixe seu comentário

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