A imagem de uma Ucrânia repleta de liberais patriotas ansiosos para travar uma guerra de alta tecnologia até o colapso total da Rússia é uma ficção”, escreveu Lily Lynch na revista New Left Review.
Sim, pois há muitos estrangeiros lutando pela Ucrânia, inclusive brasileiros, que se tornam bucha de canhão depois de ofertas de grandes salários.
Rei da propaganda, o presidente Volodymyr Zelensky está convencendo o planeta de que, em algum momento, houve uma reviravolta na guerra iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.
Para isso, ele conta com institutos como o ISW, baseado em Washington e financiado pela indústria das armas, que monitora a guerra destacando sempre a resistência ucraniana, com grande parte da mídia ocidental e, acima de tudo, com a OTAN, cujos dirigentes continuam apostando em impor uma derrota estratégica a Vladimir Putin.
O principal argumento de Zelensky é de que a Ucrânia está se tornando a “superpotência dos drones” e, com isso, pode levar a guerra à população da Rússia.
Vender sucesso em campo de batalha é essencial para entusiasmar possíveis mercenários que a Ucrânia recruta ao redor do mundo.
De fato, a Ucrânia demonstrou poder de ataque a Moscou e outros alvos de longo alcance, impondo danos à infraestrutura de gás e petróleo da Rússia.
As notícias diárias de sucessos militares ucranianos são acompanhadas por avaliações que se provaram falsas até agora — de que a economia russa está próxima do colapso.
Esta ideia vem desde que o Ocidente impôs as maiores sanções já aplicadas a um país a partir de 2022. Moscou, de maneira surpreendente, conseguiu driblar o bloqueio econômico, especialmente ao turbinar suas relações com a China.
Mais recentemente, a Ucrânia atacou com drones depósitos da Wildberries, alegando que fazem parte da infraestrutura militar russa. Moscou sustenta que é terrorismo puro, pois trata-se de uma rede comercial.
De acordo com o Russia Today:
As vítimas não são generais nem projetistas de armas. São funcionários de armazéns, seguranças, entregadores, operadores de pontos de coleta e centenas de milhares de pequenos vendedores cujo estoque existe apenas como caixas em prateleiras dentro desses prédios.
Os ataques com drones não impedem a Rússia de retaliar contra a infraestrutura ucraniana, como nos bombardeios recentes aos portos e embarcações militares na região de Odessa, no mar Negro.
A verdade, como nota Lynch, é que a Rússia segue avançando, ainda que lentamente, em direção a seu principal objetivo militar, o de conquistar totalmente a bacia do rio Donets.
A guerra já não tem o apoio popular do passado, nem na Rússia, muito menos na Ucrânia.
Lynch sustenta que a idade média dos soldados ucranianos é de 45 anos e citou uma estimativa de que 200 mil homens teriam fugido para não servir na frente de batalha.
A ideia de um “milagre tecnológico”, para a autora, não cola:
Apenas uma minoria deseja continuar lutando até que os objetivos maximalistas de seu lado sejam alcançados. Sem a propaganda de uma revolução tecnológica de drones impulsionada pela juventude na guerra, a Ucrânia se encontra em uma situação notavelmente semelhante à da Rússia: dois países caminhando a passos largos para uma crise demográfica, em um conflito dirigido por uma elite política oportunista e travado em parte por pessoas relutantes, coagidas, estrangeiras e idosas.
Os “estrangeiros” a que a autora se refere são os recrutas que a Ucrânia está trazendo de todo o mundo, notadamente da Colômbia e do Brasil.
Ela detalhou:
Enquanto a Rússia recruta africanos indefesos para servirem de bucha de canhão, a Ucrânia agora emprega milhares de recrutas da Colômbia, do Brasil e de vários países europeus, designados como “voluntários” para contornar as leis antimercenários. E persiste o problema fundamental da enorme assimetria: a Rússia ainda supera a Ucrânia em número de soldados. A Ucrânia tentou compensar essa diferença com drones, mas isso só conseguiu retardar o avanço russo.