Potência do BRICS cresce 62% em exportações de Defesa e tem receita de US$ 4.11 bilhões

Potência do BRICS cresce 62% em exportações de Defesa e tem receita de US$ 4.11 bilhões

Potência do BRICS cresce 62% em exportações de Defesa e tem receita de US$ 4.11 bilhões Segundo dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), o país permanece como o segundo maior importador de armas do mundo, atrás apenas da Ucrânia, e figura na quinta posição entre os maiores gastos militares globais Por Anne Silva | Revista Fórum 24/04/2025 Wikipedia Segundo dados oficiais divulgados pelo governo da Índia, as exportações do setor de Defesa do país alcançaram, em março de 2026, o marco de US$ 4,11 bilhões, um crescimento de 62% em relação ao período anterior. Entre 2024 e 2025, o valor havia sido de US$ 2,52 bilhões, salto considerável para o setor, que tem sido incentivado por políticas nacionais industrializantes a fim de reduzir a dependência de importações. O principal desses programas é o Make in India, apresentado pelo governo indiano em 2014, que encoraja transferência tecnológica e expansão industrial de pelo menos 27 setores da economia, incluindo a Defesa, mas também a tecnologia eletrônica, o ramo de fármacos e têxteis, energias renováveis e automóveis. No campo institucional, os investimentos em Defesa também se consolidam com o novo pacote, anunciado pelo Ministério da Defesa neste mês de março, de um novo pacote de modernização militar com investimentos de US$ 25 bilhões para o desenvolvimento e a aquisição de sistemas de defesa aérea, aeronaves de transporte, drones de ataque e munições avançadas. Atualmente, a Índia exporta para mais de 80 países, e seus principais parceiros comerciais no setor militar são potências do Sudeste Asiático, mas também da África e da América Latina. O portfólio do país inclui sistemas menos complexos, como munições e armas leves, mas tem crescido em plataformas sofisticadas, como drones, sistemas de artilharia e embarcações. Especialmente no setor de drones, a Índia tem investido em mais de 600 empresas nacionais com produção focada em defesa e uso comercial, num mercado estimado em US$ 4 bilhões até 2036. As tecnologias de Inteligência Artificial complementam o setor, que usa dados para alimentar sistemas de ataque como o enxame Chanakya, um framework de autonomia descentralizada para enxames de Veículos Aéreos Não Tripulados (UAVs) desenvolvido localmente e com investimentos governamentais. Os drones kamikaze, frutos dos projetos KAL e Sheshnag-150, e os drones stealth, como o Ghatak, têm sido incluídos nas rotinas de teste. No campo dos armamentos pesados, a Índia se destaca com o o míssil de cruzeiro supersônico BrahMos, desenvolvido em parceria com a Rússia, que já foi solicitado pelas Filipinas. Segundo dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), o país permanece como o segundo maior importador de armas do mundo, atrás apenas da Ucrânia, e figura na quinta posição entre os maiores gastos militares globais. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Boeing B-52 StratofortressGuerra EUA-Israel x IrãInglaterra Reino Unido Grã-bretanhaIrãNorthrop Grumman B-2 SpiritRockwell B-1B Lancer Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar

Crise no Peru paralisa decisão sobre caças F-16 e leva à renúncia do ministro da Defesa

Crise no Peru paralisa decisão sobre caças F-16 e leva à renúncia do ministro da Defesa

Crise no Peru paralisa decisão sobre caças F-16 e leva à renúncia do ministro da Defesa Carlos Díaz Dañino deixou o cargo após contestar a condução política do processo de aquisição dos aviões de combate norte-americanos; crise também atingiu a chancelaria peruana Por Forças de Defesa 23/04/2025 F-16V A tentativa de compra de caças F-16 pelo Peru entrou em nova fase de incerteza e se transformou em uma crise política de grandes proporções, culminando na renúncia do ministro da Defesa, Carlos Díaz Dañino. A decisão ocorreu após o presidente interino José María Balcázar ter anunciado o adiamento da operação para o próximo governo, em meio à forte controvérsia sobre a condução do processo. Na carta de renúncia datada de 22 de abril de 2026, reproduzida no anexo, Díaz Dañino afirma que apresenta sua “renúncia irrevogável” ao cargo de ministro da Defesa e sustenta que mantém uma “discrepância substantiva” em relação a uma decisão estratégica na área de segurança nacional, especialmente por suas implicações no processo de contratação destinado à aquisição de aeronaves de caça para a defesa nacional. No texto, ele considera que a decisão poderia comprometer os interesses do país e acarretar consequências de grande relevância. A agência andina oficial também informou que a carta foi entregue ao presidente peruano no mesmo dia. O caso ganhou ainda mais peso porque, segundo a AP e a Reuters, não apenas o ministro da Defesa deixou o governo, mas também o chanceler Hugo de Zela, ambos em meio ao impasse sobre a compra de aviões. As reportagens apontam que a negociação envolvia um pacote estimado em cerca de US$ 3,5 bilhões para a aquisição de 24 F-16 fabricados pela Lockheed Martin, embora o processo também tenha recebido propostas da Saab e da Dassault. Balcázar afirmou que a compra não estaria cancelada de forma definitiva, mas que o pagamento e a condução final do negócio seriam deixados para a administração que assumirá em julho, após o segundo turno presidencial de junho. Segundo ele, uma decisão dessa magnitude não deveria ser tomada por um governo de transição. A crise, porém, não se limitou ao campo político. A Reuters informou que, após horas de incerteza e versões conflitantes, o governo peruano acabou efetuando um primeiro pagamento de US$ 462 milhões relacionado ao negócio dos F-16, o que aprofundou a percepção de desorganização e de disputa interna no Executivo. Na prática, o episódio expôs a sensibilidade política do programa peruano de renovação da aviação de combate. Na carta anexada, Díaz Dañino também registra que todas as ações vinculadas ao processo de contratação teriam sido informadas oportunamente ao gabinete presidencial e à chefia do Conselho de Ministros pelos canais institucionais correspondentes, em cada uma de suas etapas — trecho que reforça o tom de divergência entre o então ministro e o Palácio do Governo. Com a renúncia de Díaz Dañino e a decisão de adiar a compra para o próximo governo, a seleção do novo caça do Peru volta a ficar suspensa no centro da turbulência política do país. O episódio ainda amplia a incerteza quanto ao cronograma e à própria viabilidade de um desfecho rápido na renovação da frota de combate da Força Aérea Peruana. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Boeing B-52 StratofortressGuerra EUA-Israel x IrãInglaterra Reino Unido Grã-bretanhaIrãNorthrop Grumman B-2 SpiritRockwell B-1B Lancer Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar

Peru seleciona o F-16 Block 70 da Lockheed Martin, reforçando a soberania e a parceria com os Estados Unidos

Peru seleciona o F-16 Block 70 da Lockheed Martin, reforçando a soberania e a parceria com os Estados Unidos

Peru seleciona o F-16 Block 70 da Lockheed Martin, reforçando a soberania e a parceria com os Estados Unidos A Lockheed Martin (NYSE: LMT) saudou o anúncio do Governo do Peru de adquirir 12 novos caças F-16 Block 70 para modernizar a frota de aeronaves de combate do país e reforçar suas capacidades de defesa nacional. Por Forças de Defesa 23/04/2025 F-16 Block 70 | Lockheed Martin GREENVILLE, Carolina do Sul – O F-16 fornecerá ao Peru um caça multifunção comprovado, altamente capaz e interoperável, que reforça a soberania aérea, apoia a segurança regional e permite prontidão operacional de longo prazo. O Block 70 é a versão mais recente e mais avançada já produzida do F-16, com a maior vida útil, o menor custo de ciclo de vida e a mais robusta base global de suporte entre os caças atualmente em produção. A aeronave incorpora tecnologias avançadas, radar e sistemas de armas que proporcionam aos pilotos maior consciência situacional e melhor proteção para cumprir suas missões e retornar em segurança. “A escolha do Peru pelo F-16 ressalta o desempenho operacional incomparável e o histórico de combate da aeronave, bem como sua capacidade de atender às mais exigentes necessidades de defesa”, afirmou Mike Shoemaker, vice-presidente do Integrated Fighter Group da Lockheed Martin. “Temos orgulho de que o F-16 mais avançado já produzido ajudará a proteger a soberania nacional do Peru, ao mesmo tempo em que fortalece a parceria duradoura entre nossos países.” A aquisição representa um passo significativo na transformação da frota de caças da Força Aérea Peruana, reforça uma parceria estratégica de longa data com os Estados Unidos e abre oportunidades de cooperação industrial. “A cooperação entre as bases industriais de defesa dos Estados Unidos e de seus aliados sempre foi uma fonte compartilhada de segurança e benefícios econômicos”, acrescentou Shoemaker. “Esses laços continuarão a se fortalecer com o Peru por meio do programa F-16 Block 70, promovendo o crescimento econômico de todos os parceiros.” Com a seleção do F-16, o Peru passa a integrar um grupo de 29 países operadores, dentro de uma frota global atualmente com mais de 2.800 aeronaves em serviço. Os F-16 destinados ao Peru serão produzidos nas instalações da Lockheed Martin em Greenville, na Carolina do Sul. FONTE: Lockheed Martin Aeronautics Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Boeing B-52 StratofortressGuerra EUA-Israel x IrãInglaterra Reino Unido Grã-bretanhaIrãNorthrop Grumman B-2 SpiritRockwell B-1B Lancer Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar

A Guerra com o Irã complica planos de contingência para defender Taiwan, dizem alguns funcionários americanos

A Guerra com o Irã complica planos de contingência para defender Taiwan, dizem alguns funcionários americanos

A Guerra com o Irã complica planos de contingência para defender Taiwan, dizem alguns funcionários americanos A substituição completa dos estoques de armas disparadas no Oriente Médio pode levar até seis anos Por Alexander Ward, Shelby Holliday e Yoko Kubota | The Wall Street Journal 23/04/2025 Uma foto da Marinha dos EUA de um destróier guiado por mísseis, o USS Thomas Hudner, disparando um míssil Tomahawk como parte da operação Epic Fury em um local não divulgado em março. Marinha dos EUA/Reuters WASHINGTON — Os EUA consumiram tantas munições no Irã que alguns funcionários do governo avaliam cada vez mais que os EUA não conseguiriam executar totalmente planos de contingência para defender Taiwan de uma invasão chinesa caso ocorresse em curto prazo, disseram autoridades americanas. Os EUA dispararam mais de 1.000 mísseis Tomahawk de longo alcance desde o início da guerra com o Irã em 28 de fevereiro, além de 1.500 a 2.000 mísseis críticos de defesa aérea, incluindo interceptadores de mísseis Thaad, Patriot e Standard, segundo autoridades americanas que se recusaram a fornecer números exatos. A substituição total desses estoques pode levar até seis anos, disseram autoridades, iniciando discussões na administração sobre ajustar planos operacionais em preparação para qualquer possível ordem presidencial para que os militares defendam Taiwan. O Pentágono planeja múltiplos cenários, independentemente das mudanças geopolíticas e dos ventos políticos em Washington. Autoridades dos EUA dizem que não há sinais de um conflito com a China no horizonte. O líder chinês Xi Jinping está se preparando para realizar uma cúpula de alto risco com o presidente Trump no próximo mês em Pequim, e o exército chinês está abalado por uma purga de generais. Os EUA seguem uma política de “Uma Só China”, reconhecendo que existe apenas um governo chinês — a República Popular da China — mesmo enquanto os EUA mantêm relações com a democracia autônoma de Taiwan. Trump, como a maioria de seus antecessores, não se comprometeu publicamente a enviar forças americanas para proteger a ilha contra uma invasão. Mas se um conflito se concretizar, os oficiais dizem que os EUA sofreriam com uma lacuna de munições no curto prazo enquanto reabastecer, potencialmente expondo as tropas a riscos aumentados. Outros funcionários do governo argumentaram que os EUA poderiam encurtar o prazo para substituir munições com grandes investimentos na base industrial de defesa e uma nova ênfase na produção de munições de baixo custo. Autoridades americanas familiarizadas com o status das munições não detalharam o impacto exato que os esgotamentos teriam nos planos relacionados à China. A comunidade de inteligência dos EUA avaliou em março que Pequim dificilmente iniciaria uma guerra contra Taiwan em 2027 e não tinha um cronograma fixo para a unificação, embora a China desejasse controle soberano total da ilha até 2049, no centenário da fundação da RPC. Vários altos funcionários americanos descartaram a ideia de que os EUA não estão totalmente preparados para um conflito de curto prazo com a China e que a perda de munições impacta sua prontidão. O almirante Samuel Paparo, comandante das tropas americanas no Pacífico responsável por executar uma guerra, disse em depoimento no Congresso na terça-feira que a guerra no Irã está dando valiosa experiência de combate às tropas americanas e que apoia as operações contínuas no Oriente Médio. “Por enquanto”, disse Paparo ao Comitê de Serviços Armados do Senado, “não vejo nenhum custo real sendo imposto à nossa capacidade de dissuadir a China.” A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, contestou este artigo, dizendo: “Toda a premissa desta história é falsa.” “Os Estados Unidos da América têm o exército mais poderoso do mundo, totalmente carregado com armas e munições mais do que suficientes, em estoques aqui em casa e em todo o mundo, para defender efetivamente a pátria e realizar qualquer operação militar dirigida pelo comandante em chefe”, disse ela. O porta-voz chefe do Pentágono, Sean Parnell, disse que as forças armadas dos EUA “têm tudo o que precisam para executar no momento e local escolhidos pelo presidente.” Desde que o presidente Trump assumiu o cargo, ele disse: “executamos múltiplas operações bem-sucedidas em comandos combatentes, garantindo que as Forças Armadas dos EUA possuam um vasto arsenal de capacidades para proteger nosso povo e nossos interesses.” Analistas de segurança nacional têm monitorado de perto os estoques de munições e acompanham qualquer impacto potencial na capacidade dos EUA de enfrentar outras crises ao redor do mundo. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais divulgou na terça-feira um relatório que expressou preocupações semelhantes sobre a diminuição dos estoques. Com base em inventários pré-guerra, o CSIS estimou que as munições gastas no Irã representariam cerca de 27% dos estoques de Tomahawk, cerca de 36% do Jassm, um terço do SM-6, quase metade do SM-3, mais de dois terços dos interceptadores Patriot e mais de 80% dos interceptadores Thaad. Isso significa que as deficiências são mais pronunciadas para armas defensivas como interceptadores de mísseis. “Vai levar anos até que possamos reconstruir esses estoques”, disse Mark Cancian, assessor sênior do CSIS que co-escreveu o relatório. No Capitólio, Paparo disse que levaria de um a dois anos para grandes contratados de defesa aumentar a produção de munições, embora tenha afirmado que os EUA têm suprimentos adequados. Em 8 de abril, o general da Força Aérea Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, disse que os EUA, junto com nações do Golfo, haviam interceptado 1.700 mísseis balísticos e drones de ataque unidirecionais desde o início da guerra no Irã. A operação acelerada ocorreu menos de um ano depois que os EUA enviaram interceptadores para defender Israel durante a guerra de 12 dias do país com o Irã, revelando uma alarmante lacuna nos suprimentos americanos. A China é um adversário muito mais difícil que o Irã. Ele possui mais de 600 ogivas nucleares e um programa em expansão de mísseis balísticos intercontinentais, segundo um relatório do Departamento de Defesa de dezembro de 2025. Pequim também tinha uma frota crescente de drones militares, observam analistas. Os especialistas acreditam que os EUA possuem um arsenal nuclear muito maior que o da China. Ainda assim, as armas nucleares e outras da China, combinadas com um vasto arsenal naval e uma grande força terrestre, fazem

Força Aérea Brasileira – Ordem do Dia da Aviação de Caça

Força Aérea Brasileira – Ordem do Dia da Aviação de Caça

Força Aérea Brasileira – Ordem do Dia da Aviação de Caça Ordem do Dia da Aviação de Caça Por Forças de Defesa 22/04/2025 Força Aérea Brasileira – Ordem do Dia da Aviação de Caça Ordem do Dia da Aviação de CaçaBrasília, 22 de abril de 2026. Há datas que não apenas marcam o calendário, elas definem identidade. Não se limitam a recordar um acontecimento, elas revelam quem somos, transformam-se em referência moral, em ponto de convergência entre passado, presente e futuro. São marcos que atravessam gerações, preservando valores que o tempo não desgasta, como a coragem diante da adversidade, a lealdade entre companheiros e o compromisso absoluto com a missão. Datas assim não sobrevivem por mera formalidade, sobrevivem porque foram escritas com muita dor e sacrifício. O 22 de abril é uma dessas datas!! Não nasceu de cerimônia e muito menos foi instituído por conveniência. Nasceu do fogo, nasceu do aço, nasceu da decisão consciente de homens que aceitaram enfrentar a guerra longe de casa para honrar, nos céus da Europa, a confiança que a Pátria neles depositou. Quando o então Major Aviador Nero Moura assumiu a missão de comandar o 1º Grupo de Aviação de Caça, ele sabia que não se tratava apenas de organizar uma unidade aérea. Era preciso forjar espírito, construir confiança, preparar brasileiros para um conflito real, onde cada decolagem poderia ser a última. Ele próprio fez questão de voar em combate, liderando pelo exemplo, porque, como defendia, o comandante que exige coragem deve ser o primeiro a demonstrá-la. No dia 22 de abril de 1945, já no auge da Ofensiva da Primavera, o Grupo de Caça foi chamado a intensificar ataques contra alvos estratégicos que sustentavam a retirada das forças inimigas. Com apenas 22 pilotos disponíveis, muitos desgastados por meses de combate e pela perda de companheiros, a unidade realizou 44 surtidas em um único dia. Alguns voaram mais de uma vez naquela jornada. Reabasteciam, rearmavam e decolavam novamente. Os pilotos sabiam que o êxito da ofensiva terrestre dependia da eficácia dos ataques aéreos. Os resultados obtidos nas semanas finais da campanha confirmaram a dimensão da contribuição brasileira. Mesmo integrando uma estrutura maior, o 1º Grupo de Aviação de Caça destacou-se de maneira proporcionalmente superior na neutralização de alvos estratégicos, enfraquecendo de forma decisiva a capacidade logística do inimigo. Mas guerra não se faz apenas no ar. Por trás de cada decolagem havia o esforço silencioso e incansável dos mantenedores de solo. Mecânicos, armeiros, especialistas em suprimento, comunicações e inúmeras outras áreas trabalharam sob frio, chuva e constante ameaça, garantindo que cada aeronave estivesse pronta para cumprir a sua missão. Sem substituições, com recursos limitados e submetidos às mesmas privações da guerra, esses homens foram parte decisiva do êxito alcançado. O reconhecimento internacional veio na forma da Presidential Unit Citation, distinção concedida apenas às unidades que demonstram heroísmo extraordinário em combate. Entretanto, mais do que condecorações, o que se consolidou foi uma herança moral. O 22 de abril tornou-se o Dia da Aviação de Caça porque, naquele dia, evidenciou-se algo maior que estatísticas. Revelaram-se caráter e profunda abnegação. Confirmou-se a maturidade de uma Força Aérea, que ainda jovem, demonstrou ser capaz de operar com eficiência, coragem e profissionalismo no cenário mais exigente possível. Hoje, ao olharmos para nossos esquadrões, para nossas aeronaves e para nossos homens e mulheres, pilotos e mantenedores, reconhecemos a mesma essência. A tecnologia evoluiu, os cenários mudaram, mas o espírito permanece idêntico: estar prontos, estar presentes, onde o Brasil precisar. Dos P-47 Thunderbolt aos F-5M, A-1M, A-29 e F-39 Gripen, permanece inalterado o compromisso com a soberania do espaço aéreo e com a defesa da Pátria. Que o exemplo de Nero Moura e de seus comandados nos recorde que liderança se exerce com presença, que excelência se constrói com preparo diário e que o espírito da caça não se improvisa, cultiva-se. Que cada piloto sinta o peso honroso dessa tradição ao ajustar o seu capacete. Que cada mantenedor reconheça que sua dedicação silenciosa sustenta a soberania do espaço aéreo brasileiro. Que cada integrante da Aviação de Caça compreenda que é herdeiro de uma linhagem iniciada sob fogo real, e que o exemplo daqueles jovens de 1945 continue a ecoar, inspirando a nossa gloriosa Força Aérea na arte de bem servir o nosso País. Viva a Aviação de Caça Brasileira!Senta a Púa!Brasil! Tenente-Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes NetoComandante de Preparo Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Boeing B-52 StratofortressGuerra EUA-Israel x IrãInglaterra Reino Unido Grã-bretanhaIrãNorthrop Grumman B-2 SpiritRockwell B-1B Lancer Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar

UE: A falha em suspender o Acordo de Associação UE-Israel demonstra desprezo pela vida civil

UE: A falha em suspender o Acordo de Associação UE-Israel demonstra desprezo pela vida civil

UE: A falha em suspender o Acordo de Associação UE-Israel demonstra desprezo pela vida civil Isso será lembrado como mais um capítulo vergonhoso em um dos momentos mais vergonhosos da história da UE. Por Anistia Internacional 21/04/2025 © WAHAJ BANI MOUFLEH/Middle East Images/AFP via Getty Images Reagindo à falha da UE em pedir uma votação para suspender o Acordo de Associação UE-Israel ou concordar com quaisquer outras medidas concretas hoje no Conselho de Relações Exteriores da UE em Luxemburgo, Erika Guevara-Rosas, Diretora Sênior da Anistia Internacional para Pesquisa, Advocacy, Políticas e Campanhas, disse: “Neste momento, a decisão da UE de manter seu acordo comercial com Israel representa uma falha moral e ilustra um desprezo descarado pelas vidas civis, especialmente no Território Palestino Ocupado (TPO) e no Líbano. “Um milhão de pessoas na Europa, mais de 75 ONGs, quase 400 ex-diplomatas, especialistas da ONU, assim como Bélgica, Irlanda, Eslovênia e Espanha, todos pediram a suspensão imediata do acordo. Mais uma vez, essas decisões foram ignoradas, com Alemanha e Itália desempenhando um papel fundamental na anulação da suspensão. Isso será lembrado como mais um capítulo vergonhoso em um dos momentos mais vergonhosos da história da UE. (Erika Guevara-Rosas, Diretora Sênior de Pesquisa, Advocacy, Políticas e Campanhas) “Quase um ano atrás, a UE concluiu que os crimes de Israel sob o direito internacional contra palestinos violam a cláusula de direitos humanos do acordo. Desde então, Israel continuou a cruzar todas as linhas vermelhas da UE. “Décadas de impunidade concedidas a Israel pela comunidade internacional, incluindo a UE, só o encorajaram a intensificar suas violações do direito internacional humanitário. Isso é evidenciado pelo genocídio de Israel em Gaza, sua ocupação ilegal contínua de todo o TPO, o sistema de apartheid imposto a todos os palestinos cujos direitos ele controla e sua nova lei da pena de morte, que na prática se aplicará exclusivamente aos palestinos. “Desde o chamado cessar-fogo em Gaza em outubro de 2025, que a UE usou para justificar sua inação, mais de 740 palestinos foram mortos enquanto os ataques aéreos, bombardeios e bloqueios cruéis israelenses persistem. No Líbano, as forças israelenses mataram e feriram milhares de pessoas, incluindo profissionais de saúde, e deslocaram mais de um milhão desde a reescalada das hostilidades com o Hezbollah em 2 de março. “A UE não deve mais usar cessar-fogos frágeis como desculpa para dar a Israel mais um passe livre. Cada atraso apenas reforça ainda mais a impunidade e abre caminho para mais graves violações dos direitos humanos. Os Estados-membros da UE devem tomar urgentemente as rédeas da situação e suspender unilateralmente todas as formas de cooperação com Israel que possam contribuir para suas graves violações do direito internacional.” Contexto No conselho de relações exteriores de hoje, os ministros da UE não conseguiram chegar a acordo sobre nenhuma medida concreta, atrasando novamente ações significativas. A suspensão do Acordo de Associação UE-Israel é um dos muitos passos concretos que a UE pode e deve tomar para pôr fim às violações de Israel e ao seu próprio risco de cumplicidade nelas. A UE também deve alinhar suas ações ao direito internacional, proibindo o comércio com os assentamentos ilegais de Israel no OPT, um apelo há muito apoiado por Bélgica, Irlanda, Holanda, Eslovênia e Espanha, recentemente aderidas por França e Suécia. Até lá, os Estados-membros devem adotar proibições nacionais ao comércio com assentamentos. A Anistia Internacional lançou uma nova ação de campanha pedindo que Itália e Alemanha apoiem a suspensão do acordo UE-Associação Israelense. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Boeing B-52 StratofortressGuerra EUA-Israel x IrãInglaterra Reino Unido Grã-bretanhaIrãNorthrop Grumman B-2 SpiritRockwell B-1B Lancer Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar

Arábia Saudita e Iraque estão envolvidos em uma guerra oculta dentro do conflito

Arábia Saudita e Iraque estão envolvidos em uma guerra oculta dentro do conflito

Arábia Saudita e Iraque estão envolvidos em uma guerra oculta dentro do conflito Grupos armados apoiados por Teerã estão lançando drones contra os países do Golfo. Alguns deles estão prontos para revidar. Por Stephen Kalin | The Wall Street Journal 20/04/2025 Membros da milícia iraquiana Kataib Hezbollah em Bagdá no mês passado | Thaier Al-Sudani/Reuters RIADE, Arábia Saudita — Milícias iraquianas apoiadas pelo Irã lançaram dezenas de drones explosivos contra a Arábia Saudita e outros países do Golfo durante mais de cinco semanas de combates, em uma guerra que está se tornando uma guerra sombria dentro de uma guerra que empurra alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo para um conflito aberto. De acordo com pelo menos uma avaliação saudita descrita por alguém familiarizado com o tema, até metade dos quase 1.000 ataques de drones ao reino vieram de dentro do Iraque. Incluíram ataques a uma refinaria saudita no sensível centro petrolífero de Yanbu, no Mar Vermelho, e campos petrolíferos na Província Oriental do reino, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Drones lançados do Iraque miraram o único aeroporto civil do Kuwait. Eles também miraram no Bahrein após o presidente Trump anunciar um cessar-fogo no início deste mês, disseram algumas pessoas. Milícias também atacaram ativos do Golfo dentro do Iraque, incluindo o consulado do Kuwait em Basra e o consulado dos Emirados Árabes Unidos no Curdistão. O conflito se desenrola à sombra da guerra que os EUA e Israel iniciaram contra o Irã no final de fevereiro. O próprio Irã já disparou milhares de drones e mísseis contra seus vizinhos árabes do Golfo, assim como contra Israel e bases americanas pela região. As milícias no Iraque — junto com o Hezbollah apoiado pelo Irã no Líbano, que disparou foguetes contra Israel durante toda a guerra — ampliaram as opções do Irã para atacar seus inimigos e a quantidade de poder de fogo que poderia causar choiva. Os EUA alertaram que as milícias estão planejando mais ataques e orientaram os cidadãos a se manterem afastados da embaixada e dos consulados no Iraque. A Embaixada Americana em Bagdá tem sido alvo repetidamente durante toda a guerra e evacuou em grande parte sua equipe. As milícias xiitas do Iraque surgiram do caos após a invasão dos EUA há mais de duas décadas. Eles defenderam áreas xiitas contra ataques de militantes sunitas e lutaram contra forças americanas que seus líderes denunciavam como ocupantes. O Irã canalizou armas para muitos desses grupos, que depois assumiram papel importante no combate aos combatentes do Estado Islâmico que invadiram o Iraque vindos da Síria em 2014. Agora existem dezenas de milícias com cerca de um quarto de milhão de membros, vários bilhões de dólares em fundos e um arsenal que inclui mísseis de longo alcance. Os mais potentes — Kataib Hezbollah e Asaib Ahl al-Haq — detêm considerável influência tanto junto aos governos iraquiano quanto iraniano. Eles há muito ameaçam a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait por sua oposição ao Irã e seus laços com os EUA. Eles conseguiram alguns tiros — incluindo em 2021, quando um deles disparou drones contra o principal complexo real na capital saudita Riad e um acampamento no deserto usado pela família real, que estava ausente na época. Nem as milícias iraquianas nem o Hezbollah tiveram um papel notável na guerra de junho com o Irã no ano passado. O que mudou agora é que o regime enfrenta uma ameaça existencial, colocando em risco as milícias também. Eles respondem agindo com menos contenção e, em alguns casos, atuam diretamente dentro da estrutura de comando militar iraniana, disseram analistas. O general Esmail Qaani, um alto oficial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã responsável pelo cultivo de milícias no exterior, visitou Bagdá no fim de semana. Os estados do Golfo, após semanas de ataques punidores iranianos que incluíram alguns golpes precisos na infraestrutura energética, veem o Iraque como um lugar onde podem responder sem atacar diretamente território iraniano e provocar represálias ainda mais severas. “O Iraque é o lugar onde todos podem revidar, e é um jogo justo”, disse Michael Knights, chefe de pesquisa da empresa de consultoria estratégica Horizon Engage e pesquisador adjunto do think tank Washington Institute. “Se eles precisam mostrar que ninguém vai conseguir nenhum golpe grátis neles, é um bom momento para mostrar força.” Knights, que estudou a campanha militar liderada pela Arábia Saudita contra os aliados houthis do Irã durante a guerra civil do Iêmen, disse que a Arábia Saudita provavelmente começaria a lançar ataques simbólicos no Iraque como aviso às milícias, enquanto Kuwait e Bahrein poderiam permitir que os EUA usassem seu território para ataques com mísseis contra milícias iraquianas. Os ataques das milícias tensionaram os laços entre o governo do Iraque e seus vizinhos do Golfo, disse Abdel Aziz Aluwaisheg, secretário-geral assistente para assuntos políticos e de negociação no Conselho de Cooperação do Golfo, uma organização intergovernamental para as seis monarquias do Golfo. Em alguns casos, as milícias estão se mostrando mais fortes que o governo nacional, muito parecido com o Hezbollah no Líbano — um problema para os estados do Golfo que tentam construir uma relação, disse ele. “O governo iraquiano precisa exercer controle”, disse Aluwaisheg. O Iraque tem uma história conturbada com seus vizinhos. O ditador Saddam Hussein invadiu o Kuwait em 1990 e ameaçou entrar na Arábia Saudita, buscando controlar quase um terço das reservas comprovadas de petróleo do mundo. Centenas de milhares de soldados americanos invadiram a Arábia Saudita e o Kuwait para repelir a invasão, levando o Iraque a lançar dezenas de mísseis Scud contra a Arábia Saudita. As forças dos EUA retornaram em 2003 para derrubar o regime de Hussein, com o Kuwait como principal base para a invasão. A guerra do Irã coincidiu com um período de turbulência política no Iraque após as eleições parlamentares em novembro. Disputas internas sobre quem deve formar o novo governo prejudicaram a capacidade dos líderes iraquianos de desarmar milícias e expurgá-las do aparato estatal. O ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que tem laços próximos com as milícias e o Irã, surgiu como favorito para o cargo máximo antes que Trump se oponha no início deste ano. As milícias encorajadas estão menos contidas do que eram

Estabelecer locais militares israelenses próximos à Linha Amarela fortalece a anexação de fato e ameaça civis em Gaza

Estabelecer locais militares israelenses próximos à Linha Amarela fortalece a anexação de fato e ameaça civis em Gaza

Estabelecer locais militares israelenses próximos à Linha Amarela fortalece a anexação de fato e ameaça civis em Gaza O estabelecimento pelo exército israelense de locais militares permanentes e fortificados na Faixa de Gaza, próximo à Linha Amarela, é uma escalada extremamente perigosa. A Linha Amarela imposta por Israel isola cerca de 55% da Faixa de Gaza e a coloca sob controle direto israelense. Por Euro-Med Monitor 16/04/2025 Esta foto tirada de uma posição ao longo da fronteira entre Israel e Gaza mostra um posto avançado do exército israelense com vista para prédios destruídos na Faixa de Gaza em 11 de outubro de 2025. (Menahem Kahana / AFP via Getty Images) Território Palestino – Isso faz parte de uma política sistemática para impor um fato consumado permanente, abrindo caminho para a anexação de fato de grandes partes do território palestino ocupado, destruindo o que resta de sua integridade territorial e consolidando a presença ilegal de Israel. O Euro-Med Human Rights Monitor documentou uma aceleração significativa na construção de locais militares israelenses fixos e fortificados, a poucos metros da Rua Salah al-Din, no leste de Gaza, próximo à Linha Amarela. Os locais consistem em montes elevados e aterros que ocupam grandes áreas, com tropas e veículos militares estacionados ali, além de torres de rádio, torres de vigia e outros equipamentos logísticos. Isso indica um esforço para consolidar uma presença militar permanente e impor novos fatos no terreno. A equipe de campo do Euro-Med Monitor confirmou o estabelecimento de pelo menos 20 locais militares de tamanhos variados no leste de Gaza, refletindo um esforço acelerado para impor fatos no terreno e consolidar o controle de longo prazo sobre grandes partes da Faixa de Gaza em preparação para a anexação. Isso contradiz diretamente os requisitos da segunda fase do acordo de cessar-fogo, que deveria levar a uma retirada israelense, em vez de uma ampliação do desdobramento e uma presença militar mais fortificada. Esses recém-estabelecidos locais militares israelenses foram construídos sobre as ruínas de casas palestinas, terras agrícolas e outras propriedades, após campanhas abrangentes e sistemáticas de destruição, demolição e nivelamento de terras pelo exército israelense. As operações afetaram cidades e bairros inteiros e alteraram radicalmente sua geografia, visando apagar seu caráter palestino e convertê-los em quartéis e zonas militares que consolidam a presença e o controle ilegal de Israel sobre a terra. As políticas israelenses na Faixa de Gaza fazem parte de um sistema colonial de colonos mais amplo que tem como alvo terras e povos palestinos. Os locais militares e a Linha Amarela estão entre as ferramentas mais recentes usadas para isolar grandes áreas de Gaza e colocá-las sob controle militar direto israelense, facilitando a anexação de fato de partes do território palestino ocupado. Isso constitui um ato contínuo de agressão e uma grave violação das Convenções de Genebra e da proibição peremptória da aquisição de território pela força, e mina diretamente os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas. Esses locais militares parecem projetados para impedir que palestinos na Faixa de Gaza retornem às suas áreas, isolando grandes partes do enclave, restringindo o acesso a eles e minando as condições necessárias para a vida ali. Isso contribui para a despovoação da terra e a imposição de mudanças demográficas e geográficas, como uma extensão direta da política israelense de apropriação de terras e deslocamento de palestinos. Além disso, essas práticas podem constituir graves violações das regras que regem a ocupação beligerante, especialmente a Quarta Convenção de Genebra e o Regulamento de Haia. Uma potência ocupante não pode remodelar territórios ocupados nem impor mudanças permanentes em seu status legal ou físico, e não pode destruir propriedades, exceto nas circunstâncias estreitas, excepcionais e temporárias exigidas por necessidade militar imperativa. Esses atos também envolvem condutas explicitamente proibidas pelo direito internacional humanitário, incluindo a transferência forçada ou deportação de pessoas protegidas de territórios ocupados. Tais atos constituem crimes de guerra e podem equivaler a crimes contra a humanidade quando cometidos como parte de um ataque generalizado ou sistemático contra a população civil, podendo também se enquadrar na Convenção sobre Genocídio quando acompanhados por intenção específica de destruir. A equipe de campo do Euro-Med Monitor documentou um padrão recorrente de tiros e bombardeios de tanques desses locais militares mirando civis, incluindo moradores próximos à Linha Amarela e pessoas em bairros que hospedavam barracas para famílias deslocadas. Isso indica que os locais são usados não apenas para impor controle sobre a terra, mas também para colocar em risco a vida civil cotidiana e para atacar pessoas enquanto elas se movem ou tentam alcançar ajuda. Esses locais militares representam uma ameaça direta e séria para civis que viajam pela Estrada Salah al-Din, no leste de Gaza, uma das poucas rotas vitais que conectam as províncias da Faixa. O Euro Med Monitor relatou disparos repetidos nesses locais, incluindo um incidente na manhã de segunda-feira, 6 de abril, no qual Majdi Mustafa Ibrahim Aslan, de 52 anos e contratado da Organização Mundial da Saúde, foi morto, em flagrante violação da proteção devida aos civis e da proteção reforçada associada ao trabalho humanitário. Forças israelenses estão usando esses locais militares para fornecer fogo de cobertura para grupos armados que operam sob sua direção e supervisão, enquanto visam sistematicamente a polícia civil de Gaza e dificultam sua capacidade de cumprir suas funções. Isso desmonta estruturas locais que mantêm a ordem pública, criando um vácuo de segurança deliberado em áreas civis densamente povoadas. Esse padrão é perigoso não apenas porque agrava violações, mas porque cria uma estrutura de violência na qual as ações da potência ocupante se sobrepõem às de grupos armados irregulares. Essa sobreposição pode confundir responsabilidades, complicar a responsabilidade, consolidar a impunidade e deixar civis submetidos à violência, controle e coerção por múltiplos atores sem proteção eficaz. A comunidade internacional deve tomar medidas imediatas e eficazes para interromper os crimes israelenses em curso na Faixa de Gaza e rejeitar quaisquer medidas ou arranjos no terreno que consolidem mudanças demográficas ou geográficas forçadas, reduzam a área do enclave ou o fragmentem. Permitir que

Como uma remessa de armas do Reino Unido para Israel foi apreendida na Bélgica

Como uma remessa de armas do Reino Unido para Israel foi apreendida na Bélgica

Como uma remessa de armas do Reino Unido para Israel foi apreendida na Bélgica Uma investigação foi iniciada após descobrirmos uma transferência militar suspeita da Grã-Bretanha para Israel. Por John McEvoy | Declassified UK 14/04/2025 O ministro-presidente valão Adrien Dolimont disse que “nem sempre é fácil” pegar remessas ilegais de armas. (Foto: Bruno Fahy / Alamy) Dois carregamentos de componentes militares com destino a Israel vindos do Reino Unido foram apreendidos na Bélgica, pode-se revelar. Isso ocorre após um alerta emitido às autoridades em Bruxelas pela ONG belga Vredesactie, a Declassified, o veículo de notícias irlandês The Ditch e o Movimento Juvenil Palestino. A Bélgica possui leis rigorosas sobre o transbordo de itens militares para Israel através de seus portos e aeroportos, incluindo a proibição de sobrevoos de transporte de armamentos através de seu espaço aéreo. Os funcionários da alfândega foram notificados no mês passado sobre uma remessa militar suspeita viajando da Grã-Bretanha para Israel pelo aeroporto de Liège. A carga foi posteriormente revistada por um engenheiro especializado que encontrou “a presença de sistemas de controle de fogo e peças de reposição para aeronaves militares”. O ministro-presidente valão Adrien Dolimont disse: “Precisamos ver se a legislação foi respeitada. Aqui, neste caso, está claro que não aconteceu”. Outro porta-voz do governo belga disse ao Declassified: “Nenhum pedido de licença de trânsito foi emitido; se tivesse sido, teria sido recusado”. A remessa As duas remessas chegaram a Liège em 24 de março e estavam programadas para transporte aéreo para Tel Aviv em um serviço da Challenge Airlines dois dias depois, segundo documentos de navegação vistos pela Declassified. Os códigos de exportação de armas do Reino Unido associados aos produtos eram ML10 e ML5, que se referem a aeronaves militares e componentes de controle de fogo. Hans Lammerant, porta-voz da Vredesactie, disse: “Também temos informações sobre 17 trânsitos no passado. Portanto, era claramente uma trânsito regular de Bierset [Liège] para Israel”. As autoridades belgas se recusaram a nomear as empresas de armamento que exportaram os produtos em meio à abertura de uma investigação criminal sobre o caso. No entanto, um porta-voz do governo valão confirmou que a reclamação inicial se concentrava na Moog, uma empresa aeroespacial americana com fábricas em toda a Grã-Bretanha, e não negou que alguns dos itens apreendidos pudessem pertencer a essa empresa. Documentos de corretagem alfandegária vistos pela Declassified indicam que algumas das remessas anteriores da Grã-Bretanha para Israel via aeroporto de Liège foram enviadas por Moog. Um CEP associado à fábrica da empresa em Wolverhampton, por exemplo, enviou itens para Israel via Bélgica em dezembro passado com a descrição de mercadoria “servo atuador”. A Moog fabrica atuadores para o M-346, uma aeronave usada para treinar pilotos israelenses a voar caças avançados, incluindo o F-35 e o F-16. Atuadores são máquinas que controlam o movimento de outros componentes e podem ser usados para ajudar a pilotar uma aeronave. Não está claro se os fabricantes de armas estariam cientes das rotas de transporte das transportadoras de carga. Um porta-voz do governo valão disse à Declassified: “Em nossa visão, as mercadorias realmente exigem uma licença de trânsito, que deve ser solicitada tanto pela UPS quanto pela Challenge Airlines… “Já entramos em contato com nossos advogados. Queremos… tomar todas as medidas necessárias para garantir que a lei seja cumprida”. Moog e UPS foram procurados para comentar. Questões legais Após encontrar a remessa, o ministro-presidente valão Adrien Dolimont disse: “Nem sempre é fácil identificar se é ou não equipamento militar”. Por exemplo, as transportadoras de carga parecem estar consolidando itens militares com bens civis em contas de transporte aéreo compartilhadas, o que significa que componentes de armas podem ser enviados junto com consoles de jogos e itens médicos, potencialmente tornando os controles de fiscalização mais desafiadores. Além disso, os embarques de armas parecem ter recebido códigos alfandegários comumente associados a bens civis (como “válvulas e componentes similares”) em vez de códigos mais ligados a bens militares (como “peças de aeronaves”). A Declassified perguntou ao departamento de comércio britânico se já fez uma avaliação de itens militares de origem britânica sendo transferidos ilegalmente via Bélgica e se discutiu isso com as autoridades belgas. Um porta-voz disse: “Suspendemos todas as licenças para equipamentos para Israel que possam ser usados em operações militares em Gaza, com exceção das medidas especiais relacionadas ao programa global F-35. “Exportações de equipamentos controlados estão sujeitas a rigorosos requisitos de licenciamento. Seria crime para um exportador não ter as licenças necessárias antes de exportar tais itens”. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Boeing B-52 StratofortressGuerra EUA-Israel x IrãInglaterra Reino Unido Grã-bretanhaIrãNorthrop Grumman B-2 SpiritRockwell B-1B Lancer Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar

Oito hospitais no Irã são esvaziados após ataques dos EUA e Israel

Oito hospitais no Irã são esvaziados após ataques dos EUA e Israel

Oito hospitais no Irã são esvaziados após ataques dos EUA e Israel De acordo com o ministério iraniano, as unidades foram alvos nesta segunda-feira (6); mais de 50 centros de emergência e centenas de postos de saúde foram danificados desde o início do conflito Autor | Fonte 06/04/2025 10:00 7623CC-IRAN-AIRSTRIKE_HOSPITAL_CLOSURE • China Global Television Network (CGTN) O Ministério da Saúde do Irã informou nesta segunda-feira (6) que oito hospitais foram esvaziados após os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel no país, de acordo com a mídia estatal iraniana. O ministério também relatou que 54 centros de emergência, 46 unidades de tratamento e 216 postos de saúde já foram danificados desde o início do conflito, conforme noticiado pela agência de notícias Tasnim. Além disso, dezenas de ambulâncias sofreram danos e mais de 20 profissionais da saúde foram mortos, segundo a mesma fonte. A CNN procurou o Comando Central dos EUA e o Exército de Israel para comentar sobre as alegações do ministério. Por sua vez, Jagan Chapagain, secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, manifestou grande preocupação com o ataque a uma ambulância do Crescente Vermelho Iraniano, que foi atingida enquanto atendia uma emergência no domingo (5). Embora ninguém tenha se ferido no ataque, o veículo foi destruído. “Desde o início da escalada, várias ambulâncias do Crescente Vermelho foram danificadas e quatro voluntários perderam a vida salvando outras pessoas – em apenas cinco semanas de conflito”, escreveu Chapagain no X, pedindo proteção para os locais humanitários. Facebook X-twitter Youtube More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Notícia anterior EUAGuerra EUA-Israel x IrãIrãIsrael Oito hospitais no Irã são esvaziados após ataques dos EUA e Israel 06/04/2026 O Irã alerta agressores: “Os portões do inferno aguardam vocês” 04/04/2026 Fonte militar iraniana: EUA tenta matar piloto desaparecido após perder a esperança e esconde a verdade sobre suposto resgate do segundo piloto 04/04/2026 Nome E-mail Mensagem Enviar

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