Potência do BRICS cresce 62% em exportações de Defesa e tem receita de US$ 4.11 bilhões

Segundo dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), o país permanece como o segundo maior importador de armas do mundo, atrás apenas da Ucrânia, e figura na quinta posição entre os maiores gastos militares globais

Por Anne Silva | Revista Fórum

24/04/2025

Potência do BRICS cresce 62% em exportações de Defesa e tem receita de US$ 4.11 bilhões
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Segundo dados oficiais divulgados pelo governo da Índia, as exportações do setor de Defesa do país alcançaram, em março de 2026, o marco de US$ 4,11 bilhões, um crescimento de 62% em relação ao período anterior.

Entre 2024 e 2025, o valor havia sido de US$ 2,52 bilhões, salto considerável para o setor, que tem sido incentivado por políticas nacionais industrializantes a fim de reduzir a dependência de importações.

O principal desses programas é o Make in India, apresentado pelo governo indiano em 2014, que encoraja transferência tecnológica e expansão industrial de pelo menos 27 setores da economia, incluindo a Defesa, mas também a tecnologia eletrônica, o ramo de fármacos e têxteis, energias renováveis e automóveis.

No campo institucional, os investimentos em Defesa também se consolidam com o novo pacote, anunciado pelo Ministério da Defesa neste mês de março, de um novo pacote de modernização militar com investimentos de US$ 25 bilhões para o desenvolvimento e a aquisição de sistemas de defesa aérea, aeronaves de transporte, drones de ataque e munições avançadas.

Atualmente, a Índia exporta para mais de 80 países, e seus principais parceiros comerciais no setor militar são potências do Sudeste Asiático, mas também da África e da América Latina.

O portfólio do país inclui sistemas menos complexos, como munições e armas leves, mas tem crescido em plataformas sofisticadas, como drones, sistemas de artilharia e embarcações.

Especialmente no setor de drones, a Índia tem investido em mais de 600 empresas nacionais com produção focada em defesa e uso comercial, num mercado estimado em US$ 4 bilhões até 2036.

As tecnologias de Inteligência Artificial complementam o setor, que usa dados para alimentar sistemas de ataque como o enxame Chanakya, um framework de autonomia descentralizada para enxames de Veículos Aéreos Não Tripulados (UAVs) desenvolvido localmente e com investimentos governamentais.

Os drones kamikaze, frutos dos projetos KAL e Sheshnag-150, e os drones stealth, como o Ghatak, têm sido incluídos nas rotinas de teste.

No campo dos armamentos pesados, a Índia se destaca com o o míssil de cruzeiro supersônico BrahMos, desenvolvido em parceria com a Rússia, que já foi solicitado pelas Filipinas.

Segundo dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), o país permanece como o segundo maior importador de armas do mundo, atrás apenas da Ucrânia, e figura na quinta posição entre os maiores gastos militares globais.

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