Israel volta a atacar Gaza horas após Hamas concordar com desarmamento

Pelo menos sete palestinos teriam sido mortos e outros ficado feridos em ataques aéreos nesta sexta

Por O GLOBO, com agências internacionais

01/08/2026

Israel volta a atacar Gaza horas após Hamas concordar com desarmamento
Fumaça de bombardeio israelense na Faixa de Gaza em agosto de 2025; ataques teriam se repetido nesta sexta (31) — Foto: Jack Guez/AFP

Tel Aviv – Ataques aéreos israelenses teriam matado pelo menos sete palestinos e deixado outros feridos, segundo socorristas ouvidos pela rede al-Jazeera, poucos dias após o anúncio de Donald Trump sobre um acordo para desarmar o Hamas. Uma das vítimas foi atingida por um bombardeio na rua Salah al-Din, no centro de Gaza. Já a segunda foi alvo de um drone no bairro de Sabra, no oeste da cidade.

Equipes da agência Reuters registraram mais cedo bombardeios israelenses que atingiram um prédio na área de al-Saftawi, na porção norte da cidade de Gaza.

O acordo proposto por Trump prevê o desarmamento do Hamas, responsável pelos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 em Israel, em etapas. Como parte do pacto, as forças israelenses também deveriam se retirar progressivamente de Gaza.

Esta seria a segunda fase do cessar-fogo acordado em outubro de 2025 entre Israel e Hamas. A primeira terminou com a libertação dos últimos reféns israelenses sequestrados pelo grupo armado durante o ataque de 2023. Em troca, o governo de Israel libertou presos palestinos.

O progresso dos esforços de paz pode ser comprometido pela ofensiva israelense, já que o desarmamento do Hamas ainda não havia começado. O grupo indicou que discutiria os detalhes da implementação do plano com mediadores — Egito, Estados Unidos, Catar e Turquia — e acertaria um calendário para a sua execução, após uma reunião que ocorrerá em breve no Cairo.

Apesar disso, o Hamas já havia concordado em entregar suas armas para serem inventariadas e armazenadas pelo Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, em inglês), um grupo de tecnocratas palestinos reunidos pelo Conselho de Paz de Trump para gerir a reconstrução do território.

Pelo menos 1.222 palestinos morreram em Gaza desde outubro, quando entrou em vigor o cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos números são considerados confiáveis ​​pela ONU.

As restrições impostas à mídia e o acesso limitado à Faixa de Gaza impedem a AFP de verificar os números de forma independente ou de cobrir livremente a violência no terreno.

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