Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade

Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade Teerã propôs taxas para navegação pelo Estreito como parte de suas propostas para encerrar a guerra Por Timothy Gardner | Reuters 01/05/2025 Navios e barcos no Estreito de Ormuz, na costa de Musandam, Omã • REUTERS/Foto de arquivo WASHINGTON – Qualquer embarcador que pague pedágios ao Irã pela passagem pelo Estreito de Ormuz, incluindo doações de caridade a organizações como a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, corre o risco de sofrer sanções punitivas, alertou o Tesouro dos EUA nesta sexta-feira. O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas estrategicamente mais vitais do mundo, com cerca de 20% dos fluxos marítimos mundiais de petróleo bruto e gás natural liquefeito passando por ele. Teerã propôs taxas ou pedágios sobre as embarcações que passam pelo Estreito, como parte das propostas para acabar com a guerra com Israel e os Estados Unidos. O aviso do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro disse que os EUA estão cientes das exigências iranianas de pagamentos para receber uma passagem segura pelo Estreito. O Tesouro não forneceu à Reuters detalhes sobre quaisquer países ou empresas que tenham feito tais pagamentos indiretos. Há relatos de que pelo menos um pagamento de US$2 milhões foi feito para que uma embarcação atravessasse o Estreito. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas 01/05/2026 Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoHezbollahIrãIsraelLíbano Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas 01/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas

Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas A Marinha dos Estados Unidos está aumentando suas capacidades de IA para caçar minas iranianas no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, como mostra um contrato recentemente assinado. Por Mike Stone | Reuters 01/05/2025 Vista aérea da sede militar dos Estados Unidos, o Pentágono, em 28 de setembro de 2008. REUTERS/Jason Reed/Foto de arquivo WASHINGTON – O presidente Donald Trump disse que a Marinha dos EUA está removendo minas iranianas do estreito, uma rota marítima vital para o transporte de petróleo, cuja interrupção está ameaçando cada vez mais a economia global. A varredura em busca de explosivos submarinos pode levar meses, apesar do tênue cessar-fogo entre os EUA e o Irã em sua guerra. O contrato de até US$ 100 milhões para a empresa de inteligência artificial Domino Data Lab, de San Francisco, pode acelerar esse processo com um software que pode ensinar drones submarinos a identificar novos tipos de minas em questão de dias. “A caça às minas costumava ser um trabalho para navios”, disse Thomas Robinson, diretor de operações da Domino, em uma entrevista à Reuters. “Está se tornando um trabalho para a IA. A Marinha está pagando pela plataforma que lhe permite treinar e colocar em campo essa IA na velocidade necessária para águas disputadas que bloqueiam o comércio global e colocam em risco os marinheiros.” Na semana passada, a Marinha dos EUA concedeu um contrato de até US$ 99,7 milhões para expandir o papel da Domino como a espinha dorsal da IA de um programa para tornar a detecção de minas subaquáticas mais rápida, mais precisa e menos dependente de marinheiros humanos. O software integra dados de vários tipos de sensores, incluindo sonar de varredura lateral e sistemas de imagem visual, e permite que a Marinha monitore o desempenho de vários modelos de detecção de IA no campo, identifique falhas e faça correções para melhorar o desempenho. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas 01/05/2026 Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Colômbia Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas 01/05/2026 Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Mapas israelenses delineiam a expansão da zona de controle militar em Gaza

Mapas israelenses delineiam a expansão da zona de controle militar em Gaza Novo mapa coloca quase dois terços de Gaza sob controle efetivo israelense Por Pesha Magid, Nidal Al-Mughrabi e Alexander Cornwell | Reuters 30/04/2025 O Diretor-Geral do Instituto de Pesquisa Aplicada de Jerusalém (ARIJ), Dr. Jad Isaac, analisa mapas de Gaza durante uma entrevista à Reuters em Belém, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 28 de abril de 2026. REUTERS/Mustafa Abu Ganeyeh JERUSALÉM – Novos mapas de Gaza, discretamente divulgados por Israel há pouco mais de um mês, colocaram milhares de palestinos deslocados dentro de uma área restrita ampliada, dentro de limites que os militares afirmam poder continuar mudando. A área restrita, marcada nos mapas com uma linha laranja, representa cerca de 11% do território de Gaza além da “Linha Amarela” que demarca a parte de Gaza ocupada por tropas israelenses desde um cessar-fogo em outubro. Essas áreas isolam quase dois terços do território total de Gaza. O exército israelense enviou os mapas para grupos de ajuda em Gaza em meados de março, disseram duas fontes de ajuda, mas não os divulgou publicamente. Israel afirma que a área entre a linha laranja e a linha amarela da trégua, para onde suas tropas se retiraram sob um acordo de outubro, é uma zona restrita para permitir a entrega de ajuda, e que os grupos de ajuda devem coordenar seus movimentos com os militares. Diz que civis não são afetados. A zona ampliada despertou temores entre palestinos deslocados que vivem lá de que poderiam ser considerados alvos por Israel e serem baleados. Também alimentou preocupações de que Israel possa planejar manter a área permanentemente. Autoridades israelenses descrevem o território que tomaram em Gaza, Síria e Líbano como “zonas tampão” que podem impedir possíveis ataques militantes após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. “Em Gaza, mais da metade do território da Franja” está sob controle israelense, disse Netanyahu em um vídeo de 31 de março. “Somos nós que atacamos e iniciamos, e somos nós que surpreendemos nossos inimigos.” ‘AS PESSOAS NÃO SABEM O QUE É O QUÊ’ O controle crescente de Israel além da linha acordada no cessar-fogo de outubro mediado pelos EUA lança ainda mais dúvidas sobre o plano do presidente Donald Trump para Gaza, que foi suspenso por meses devido à guerra no Irã e a discordâncias sobre o desarmamento dos militantes do Hamas. Também amplia a zona onde o exército israelense afirma que poderia operar e realizar ataques mortais contra palestinos, sem marcá-lo no terreno. A linha de cessar-fogo de outubro foi marcada com blocos de concreto pintados de amarelo. Israel já havia movido esses blocos para mais fundo em território controlado pelo Hamas, segundo a Reuters. Ao emitir seus primeiros comentários públicos sobre a zona expandida, a COGAT, a agência militar israelense que controla o acesso a Gaza, afirmou que definiu áreas adjacentes à Linha Amarela nas quais organizações internacionais, incluindo grupos humanitários, eram obrigadas a coordenar seus movimentos com os militares.”Os limites dessas áreas (a Linha Laranja), nas quais a coordenação é necessária, são determinados e atualizados de acordo com a avaliação operacional da situação, com o objetivo de viabilizar atividades humanitárias enquanto protegem o pessoal em um ambiente operacional complexo”, disse o COGAT. O COGAT recusou-se a comentar quando perguntado com que frequência atualiza e distribui mapas para grupos de ajuda mostrando a localização da linha laranja e se comunicou sua localização a civis palestinos. Pelo menos três palestinos que trabalham com grupos de ajuda estrangeira — dois com a UNICEF e um com a Organização Mundial da Saúde — foram mortos por ataques israelenses na área entre as duas linhas desde meados de março. Em ambos os casos, o exército israelense afirmou ter identificado ameaças próximas à Linha Amarela e abriu fogo como resultado. A UNICEF e a OMS não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre se coordenaram seus movimentos operários com Israel. Rani Ashour, que vive em um campo para deslocados próximo à cidade de Gaza, situado entre as duas linhas, disse que os moradores estavam sem água e outras ajudas porque grupos humanitários temiam enviar funcionários para lá. “As pessoas não sabem o que é o quê, (a linha laranja) está aqui hoje, você dorme, acorda e percebe que ela passou por você.” Desde o cessar-fogo, médicos locais afirmam que o fogo israelense matou mais de 800 palestinos em Gaza, muitos deles na área próxima à Linha Amarela, que está pontilhada por campos de deslocados e pessoas vivendo em prédios bombardeados. Quatro soldados israelenses foram mortos no mesmo período. NOVO MAPA PARECE MOSTRAR LINHAS EM MOVIMENTO As duas fontes de ajuda, ambas atuando em Gaza, disseram que os militares originalmente enviaram aos grupos de ajuda um mapa mostrando uma zona expandida além da Linha Amarela após o cessar-fogo de outubro. Esse mapa foi publicado por grupos como a UNICEF, mas nunca pelos militares. Os militares enviaram aos grupos uma versão atualizada do mapa em meados de março, disseram as fontes, que compartilharam imagens do mapa com a Reuters, mas recusaram que fossem publicadas diretamente. O novo mapa mostra a Linha Amarela e marca a zona expandida com uma linha laranja. A Reuters compartilhou as imagens com pesquisadores palestinos que sobrepuseram as duas linhas em um mapa. As duas fontes de ajuda disseram que a Linha Amarela avançou para abranger a zona expandida original, com a linha laranja marcando os limites de uma área ainda maior e restrita. Os militares recusaram-se a comentar quando questionados se a Linha Amarela havia sido avançada, mas disseram que a “área adjacente à Linha Amarela é um ambiente operacional sensível e perigoso”, e que “(placas) estão afixadas na área indicando que é proibido se aproximar”. Isso, na prática, deixa Israel no controle de pelo menos 64% de Gaza, disse Jad Isaac, diretor-geral do Instituto de Pesquisa Aplicada de Jerusalém, um think tank palestino independente na Cisjordânia ocupada, com quase 2 milhões de habitantes quase inteiramente confinada a uma pequena faixa de território controlado pelo Hamas ao longo da costa. “Eles querem colocar o maior número possível de palestinos na menor área possível para expulsá-los devido à ausência
‘Chega de ser bonzinho’: Trump publica imagem com fuzil gerada por IA e ameaça Irã

‘Chega de ser bonzinho’: Trump publica imagem com fuzil gerada por IA e ameaça Irã Presidente criticou a condução iraniana sobre um possível acordo da guerra e afirma que devem ‘ficarem espertos’ Por O Estado de S.Paulo 29/04/2026 Imagem gerada por IA mostra Donald Trump armado, com explosões ao fundo. Foto: Reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ao Truth Social nesta quarta-feira, 29, para fazer novas ameaças ao Irã. Em uma imagem gerada por inteligência artificial, Trump aparece armado com o fuzil, acompanhado da mensagem “chega de ser bonzinho”. Na legenda da publicação, o republicano afirma que o governo do Irã “não consegue se organizar” e critica a condução de um possível acordo sobre o programa nuclear do país. “Eles não sabem como firmar um acordo não nuclear. É melhor ficarem espertos logo!”, escreveu. De acordo com informações do jornal The New York Times, Trump disse a assessores não estar satisfeito com a última proposta apresentada pelo Irã para reabrir Ormuz e encerrar o conflito, segundo pessoas informadas sobre as discussões realizadas na Sala de Situação da Casa Branca, ouvidas sob condição de anonimato. A proposta iraniana prevê o fim do bloqueio naval imposto pelos EUA, mas não contempla a suspensão do programa nuclear do país nem trata do destino do estoque de urânio altamente enriquecido. Desde o início da guerra, Trump afirmou repetidas vezes que qualquer acordo depende do fim do programa nuclear iraniano. Teerã, no entanto, tem rejeitado sucessivas propostas de Washington para interromper o programa e transferir materiais sensíveis, o que tem travado o avanço das conversas. Trump orienta equipe para possível bloqueio prolongado contra o Irã, diz jornal De acordo com o Wall Street Journal, Trump orientou sua equipe a se preparar para a possibilidade de um bloqueio prolongado ao Irã. O bloqueio americano tem como objetivo impedir que o país venda seu petróleo, privando-o de receitas cruciais e, ao mesmo tempo, criando potencialmente uma situação em que Teerã tenha que interromper a produção por não ter onde armazenar o petróleo. Segundo autoridades citadas pela publicação, o presidente teria defendido em reuniões recentes a continuidade da pressão econômica sobre o país, com foco em restrições às exportações de petróleo e ao tráfego marítimo de entrada e saída dos portos. Ainda de acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, Trump avalia que alternativas como a retomada de bombardeios ou uma mudança de estratégia representariam riscos maiores do que a manutenção do bloqueio. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas 01/05/2026 Mapas israelenses delineiam a expansão da zona de controle militar em Gaza 29/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoEmirados Árabes UnidosFaixa de GazaGuerra EUA-Israel x IrãHamasIrãIsraelLíbanoPalestinaSíria Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Milei caminha na corda bamba sobre Malvinas em meio a tensões entre EUA e Reino Unido

Milei caminha na corda bamba sobre Malvinas em meio a tensões entre EUA e Reino Unido O presidente da Argentina, Javier Milei, um libertário que há muito tempo cita a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher como um de seus modelos políticos, recentemente aumentou seu tom público em relação às Malvinas, o que contrasta com a abordagem moderada que ele adotou anteriormente ao buscar laços mais estreitos com o Ocidente. Por Leila Miller | Reuters 28/04/2026 Presidente da Argentina, Javier Milei, discursa no Congresso 1º de março de 2026 REUTERS/Agustin Marcarian BUENOS AIRES – Ao contrário de seus antecessores de esquerda, que rotineiramente reafirmavam a reivindicação de soberania da Argentina sobre as ilhas do Atlântico Sul — conhecidas entre os britânicos como Falkland e na Argentina como Las Malvinas –, Milei, que pediu negociações bilaterais com o Reino Unido, foi criticado por não enfatizar suficientemente a questão. No entanto, na sexta-feira, horas depois que a Reuters noticiou com exclusividade que um email interno do Pentágono sugeria a revisão da posição dos EUA sobre o arquipélago em disputa como retaliação à posição do Reino Unido na guerra contra o Irã, Milei fez uma postagem inflamada no X, dizendo que as Malvinas “eram, são e sempre serão argentinas”. A Argentina há muito tempo afirma que herdou as ilhas da Espanha após sua independência em 1816 e que o Reino Unido assumiu o controle em 1833 por meio de um ato colonial ilegal. O Reino Unido, sob o governo de Thatcher, e a Argentina travaram uma breve guerra pelas ilhas em 1982, na qual 649 militares argentinos e 255 britânicos morreram, depois que a Argentina invadiu as ilhas em uma tentativa fracassada de tomá-las. Quatro décadas depois, as ilhas ainda despertam uma emoção crua na Argentina, onde a memória da guerra é pintada nas paredes da cidade de Buenos Aires como retratos de heróis mortos e onde alguns clubes esportivos não aceitam roupas com a bandeira britânica. Um feriado nacional marca o aniversário da guerra. A nova tensão entre os EUA e o Reino Unido oferece a Milei um potencial grito de guerra, conforme seus índices de aprovação caem para os níveis mais baixos, pressionados pelo aumento da inflação mensal e por escândalos de corrupção, tornando a causa uma das que o presidente poderia recorrer para tentar ampliar sua popularidade, segundo especialistas. “A luta pelas Malvinas é uma obsessão nacional na Argentina, e não há nenhuma vantagem em minimizá-la”, disse Benjamin Gedan, diretor do programa para a América Latina do Stimson Center, em Washington. “Embora Milei não seja conhecido por agradar seus oponentes, ele pode achar que as Malvinas são uma oportunidade irresistível para aumentar sua popularidade.” Um porta-voz de Milei não respondeu a um pedido de comentário. “PROGRESSO COMO NUNCA ANTES” Milei anteriormente havia levantado dúvidas sobre sua determinação em relação às ilhas. Durante sua campanha presidencial, ele elogiou a colega libertária Thatcher, que ordenou a operação militar para retomar as Malvinas, como uma das “maiores líderes do mundo”, atraindo a condenação de veteranos que disseram que ele não demonstrou respeito pelos companheiros mortos. Milei criticou os políticos que “batem no peito” sobre soberania sem resultados em uma entrevista à BBC em 2024. Posteriormente, ele causou reações negativas ao dizer que a Argentina quer que os ilhéus “um dia decidam votar em nós”, ecoando a opinião do Reino Unido de que os residentes têm o direito à autodeterminação. Em 2013, os habitantes da ilha votaram esmagadoramente em um referendo para permanecer sob o domínio britânico. Na semana passada, porém, ele disse em uma entrevista a uma plataforma de streaming que a Argentina estava “progredindo como nunca antes” na questão das ilhas. Guillermo Carmona, ex-secretário do escritório Ministério das Relações Exteriores da Argentina para Malvinas, Antártida e Atlântico Sul durante o governo anterior de centro-esquerda, disse que agora é hora de a Argentina “aproveitar as fissuras que estão sendo produzidas”. Tradicionalmente, os EUA evitam tomar partido sobre a soberania das ilhas, mas reconhecem que elas são administradas pelo Reino Unido. Sob o comando do presidente Donald Trump, que se referiu a Milei como seu “presidente favorito”, os EUA poderiam ter participado como terceiros em qualquer negociação entre a Argentina e o Reino Unido, mas, segundo Gedan, o vazamento da carta do Pentágono torna essa possibilidade menos provável agora que os EUA mostraram sua mão ao potencialmente favorecer a Argentina. Por enquanto, apesar do burburinho político, é improvável que o status quo mude, disseram os analistas. “É difícil para mim pensar que os Estados Unidos possam forçar o Reino Unido a modificar sua posição se eles mudarem sua própria posição, já que o Reino Unido é um aliado estratégico dos EUA”, disse o historiador argentino Federico Lorenz. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas 01/05/2026 Mapas israelenses delineiam a expansão da zona de controle militar em Gaza 29/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoEmirados Árabes UnidosFaixa de GazaGuerra EUA-Israel x IrãHamasIrãIsraelLíbanoPalestinaSíria Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Ucrânia tem conflito diplomático com Israel por grãos que Kiev diz terem sido roubados pela Rússia

Ucrânia tem conflito diplomático com Israel por grãos que Kiev diz terem sido roubados pela Rússia A Ucrânia e Israel trocaram farpas diplomáticas nesta terça-feira, quando o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, condenou o que ele disse serem compras de grãos do território ucraniano ocupado “roubado” pela Rússia e ameaçou com sanções contra aqueles que tentam lucrar com isso. Por Anna Pruchnicka | Reuters 28/04/2026 Agricultores colhem trigo na região de Luhansk, uma região ucraniana controlada pela Rússia 9 de julho de 2025 REUTERS/Alexander Ermochenko Kiev considera que todos os grãos produzidos nas quatro regiões que a Rússia reivindica como suas desde a invasão da Ucrânia em 2022, bem como na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, são roubados e protestou contra sua exportação para outros países. A Rússia chama as regiões de seus “novos territórios”, mas elas ainda são reconhecidas internacionalmente como ucranianas. Moscou não comentou sobre o status legal dos grãos coletados nelas. “Outro navio que transporta esses grãos chegou a um porto em Israel e está se preparando para descarregar”, disse Zelenskiy no X, acrescentando: “Isso não é – e não pode ser – um negócio legítimo”. “As autoridades israelenses não podem desconhecer quais navios estão chegando aos portos do país e que carga estão transportando”, acrescentou Zelenskiy. A Ucrânia convocou o embaixador de Israel nesta terça-feira sobre o que Kiev descreveu como a inação israelense em permitir que carregamentos de grãos entrem no país a partir da Ucrânia ocupada pela Rússia. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia disse em um comunicado que entregou ao embaixador uma “nota de protesto”. O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, disse que Kiev não forneceu nenhuma evidência para suas alegações. “O navio não entrou no porto e ainda não apresentou seus documentos. Não é possível verificar a veracidade das alegações ucranianas”, disse ele em uma coletiva de imprensa em Jerusalém. Saar disse que a Ucrânia não havia apresentado nenhum pedido de assistência jurídica e rejeitou o que ele chamou de “diplomacia do Twitter”. “Israel é um Estado que respeita o Estado de Direito. Repetimos aos nossos amigos ucranianos: se vocês tiverem alguma prova de roubo, apresentem-na pelos canais apropriados”, disse ele. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, disse aos repórteres que Kiev forneceu “informações e provas extensas” de que a carga era ilegal antes de vir a público. O Ministério das Relações Exteriores publicou uma linha do tempo de suas ações e contatos com as autoridades israelenses. “Não permitiremos que nenhum país, em nenhuma região geográfica, facilite o comércio ilegal com um grão roubado que financia nosso inimigo”, disse Tykhyi. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar nesta terça-feira, dizendo que a Rússia não se envolveria. “Deixe o regime de Kiev lidar com Israel por conta própria”, disse ele. Traders disseram à Reuters que é impossível rastrear a origem do trigo depois que ele é misturado. Reportagem adicional da Redação Moscou e Alexander Cornwell Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Marinha dos EUA recorre a empresa de IA em busca de opções para combater minas iranianas 01/05/2026 Mapas israelenses delineiam a expansão da zona de controle militar em Gaza 29/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia cessar-fogoEmirados Árabes UnidosFaixa de GazaGuerra EUA-Israel x IrãHamasIrãIsraelLíbanoPalestinaSíria Hegseth enfrenta legisladores do Senado divididos sobre guerra no Irã e demissões no Pentágono 03/05/2026 Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo 01/05/2026 Tesouro dos EUA adverte transportadores a não pagarem pedágios de Ormuz, mesmo em forma de caridade 01/05/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty

Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty Ministério expressa condolências aos familiares e ‘reitera sua mais veemente condenação’ a ataques durante a trégua Pai da família libanês também morreu, e outro filho, brasileiro, está hospitalizado, segundo a pasta Por Guilherme Botacini | Folha de S.Paulo 27/04/2025 Mulher em meio a destroços de local atingido em área do sul de Beirute por ataque israelense – Ibrahim Amro – 20.abr.26/AFP Brasília – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (27) que mãe e filho brasileiros foram mortos em ataques de Israel no Líbano ocorridos no domingo (26) durante o cessar-fogo entre os dois países. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores expressou condolências à família e condenou o ataque. O pai da família é libanês e também foi morto. Outro filho do casal, brasileiro, está hospitalizado, segundo a pasta. “Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, às quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil)”, diz em nota o Itamaraty. No papel, Líbano e Israel estão sob um cessar-fogo que, no entanto, nunca de fato silenciou os combates, ativos desde que o Hezbollah atacou o Estado judeu em apoio ao Irã, por sua vez alvo de ofensiva de Washington e Tel Aviv a partir do dia 28 de fevereiro. As vítimas, cujas identidades não foram divulgadas, seriam as primeiras brasileiras desde então. O conflito no Irã chega nesta terça-feira (28) a dois meses sem uma resolução. A trégua em vigor não resolveu os bloqueios no estreito de Hormuz operados tanto pelos EUA quanto pelo Irã; as negociações, até o momento, pouco avançam enquanto os dois lados acreditam pressionar o rival o bastante com as ações no golfo Pérsico para extrair concessões. Nesta segunda, o Irã culpou Washington pelo fracasso das negociações e enviou o chefe da diplomacia do país, Abbas Araghchi, para se reunir com Vladimir Putin em Moscou. O líder russo afirmou no encontro que fará tudo o que sirva aos “interesses de todos os povos da região para garantir que a paz seja alcançada o mais rapidamente possível”. Já Líbano e Israel estão em contato direto e sob negociações mediadas pelos EUA. Na última quinta-feira (23), os adversários viram a trégua ser estendida por mais três semanas, segundo anunciou o presidente americano, Donald Trump. Nem antes disso nem depois, os combates foram de fato encerrados, embora tenham sido reduzidos em intensidade. Nas primeiras levas de ataque, Israel bombardeou fortemente áreas em todo o Líbano, com foco no vale do Beqaa, a leste, em Beirute, principalmente seus subúrbios ao sul, e em toda a área ao sul do rio Litani, onde o Hezbollah atua com mais força. Israel tem feito ataques em diferentes regiões do Líbano desde o início do cessar-fogo, em 17 de abril, e mantém tropas em território libanês dentro do que foi inicialmente chamado de “linha amarela”, termo também usado na Faixa de Gaza para delimitar a área sob ocupação israelense daquela ainda controlada pelo Hamas. A faixa ocupada tem de 5 a 10 km de profundidade por toda a fronteira entre os países, e as tropas fazem demolições de casas e infraestrutura em vilarejos. Depois de usar o termo semelhante ao utilizado em Gaza, as Forças Armadas de Israel mudaram a nomenclatura. No domingo, o Ministério da Saúde libanês havia informado que ataques israelenses no sul do país mataram 14 pessoas, entre elas duas crianças e duas mulheres. Não está claro se os números incluem a mãe e a filha brasileiras. Além disso, 37 pessoas ficaram feridas. Segundo a pasta, o número total de mortos no país durante o conflito chegou a 2.521, com mais de 7.800 feridos. Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Boeing B-52 StratofortressGuerra EUA-Israel x IrãInglaterra Reino Unido Grã-bretanhaIrãNorthrop Grumman B-2 SpiritRockwell B-1B Lancer Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty 27/04/2026 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas

Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas Itamaraty confirmou duas mortes de cidadãos do Brasil durante bombardeio israelense, no último domingo (26); entre os mortos estão mãe e filho Por Thiago Félix | CNN Brasil 27/04/2025 Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas Uma criança de 11 anos e a mãe, ambas de nacionalidade brasileira, morreram no Líbano, durante ataque israelense, no último domingo (26). O governo brasileiro confirmou a informação por meio do Itamaraty. O pai e marido de origem libanesa também morreu, outro filho do casal, também brasileiro, está hospitalizado. A família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano durante o ataque militar. O Itamaraty, por meio de nota, afirma que o bombardeio é “um exemplo das um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças”. “Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses”, diz trecho do posicionamento do governo brasileiro. Segundo a autoridades, a Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família das vítimas brasileiras para prestar o apoio e avaliar a situação do filho do casal que segue hospitalizado. O Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês Nota oficial do Itamaraty, representando o posicionamento do governo brasileiro Ataques ao Líbano Os militares israelenses seguem com ataques no leste do Líbano nesta segunda-feira (27), ampliando o escopo de sua campanha de bombardeio durante um cessar-fogo que não conseguiu interromper totalmente as hostilidades com o grupo armado libanês Hezbollah. Israel continuou a realizar ataques no sul do Líbano, e suas tropas estão ocupando uma faixa do sul do país, destruindo casas que eles descrevem como infraestrutura usada pelo Hezbollah. O grupo apoiado pelo Irã, por sua vez, manteve seus ataques com drones e foguetes contra as tropas israelenses no Líbano e no norte de Israel. O domingo (26) foi o dia mais letal em termos de mortes de civis no Líbano desde o início do cessar-fogo (iniciado no dia 16 de abril), segundo o Ministério da Saúde libanês, que registrou 14 civis mortos em todo o país. *Com informações da Reuters e CNN Internacional Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Do território palestino ao sul do Líbano: política sistemática de saque generalizada no Exército Israelense, deixada impune 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia CisjordâniaFaixa de GazaIsraelLíbanoPalestina Brasileiros morrem no Líbano em ataque de Israel; criança é uma das vítimas 27/04/2026 Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? 27/04/2026 La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Deixe seu comentário Nome E-mail Mensagem Enviar
Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense?

Por que a mídia britânica não menciona o lobby israelense? Porque eles fazem parte disso. Por Mark Curtis | Declassified UK 27/04/2025 O Daily Mail promoveu uma meta de campanha de lobby em Israel no mês passado. (Foto: Steve Travelguide / Alamy) A mídia nacional britânica não reconhece a influência – e até mesmo a existência – de um lobby israelense, mostra nossa nova análise midiática. A Declassified pesquisou dois anos de reportagens de sete veículos britânicos e encontrou apenas 16 menções à expressão lobby israelense sem marcas de língua. Quase todas essas menções estão em artigos de comentários em vez de reportagens, e nenhuma que encontramos detalha qual influência um lobby israelense assim poderia ter. A expressão “lobby israelense” – usada com fala – é um pouco mais comum nesses veículos, com 26 menções em dois anos, e tende a ser usada para citar outros de forma depreciativa ou sugerir que tal lobby não existe. Por exemplo, um artigo do Guardian se refere ao “clichê do ‘lobby israelense’”. O Daily Mail relatou em maio de 2024 sobre provocadores em um discurso do então secretário de Relações Exteriores David Lammy, “acusando o deputado de ter recebido ‘dinheiro obscuro’ do ‘lobby pró-Israel’ alegando que ele uma vez aceitou legalmente £30.000 de um lobista sionista chamado Trevor Chinn.” Na verdade, o empresário britânico Trevor Chinn financiou Keir Starmer e vários ministros trabalhistas seniores e foi agraciado com a medalha de honra israelense por sua “dedicação” e “amor” por Israel. Dos sete veículos de mídia analisados – artigos da BBC, Express, Guardian, Independent, Mail, Telegraph e Times – a BBC e o Express são os mais extremos, e nenhuma menção à expressão lobby israelense, usada sem marcas de faixa, foi encontrada em suas publicações. A BBC está deixando de mencionar o lobby israelense enquanto mantém reuniões regulares com ele. Como revelou recentemente a Declassified, a BBC realizou nove reuniões com grupos judeus fortemente simpáticos a Israel no primeiro ano do genocídio de Gaza. O Guardian foi constatado em apenas cinco menções a um lobby israelense sem assinaturas de fala, três das quais estão em artigos de opinião do colunista Owen Jones. Em contraste, o jornal escocês independente The National, que tem criticado consistentemente a política do Reino Unido em relação a Israel, mencionou o lobby israelense 23 vezes no período de amostra de dois anos, nunca em pontos de fala. Lobby israelense O lobby israelense na Grã-Bretanha é extenso. O programa Declassified revelou que um quarto dos parlamentares foi financiado por indivíduos e grupos pró-Israel, assim como metade do gabinete de Keir Starmer. Nenhuma dessas descobertas foi divulgada pela grande mídia, até onde a Declassified sabe. Ministros e autoridades britânicas são conhecidos por realizar reuniões secretas com lobistas pró-Israel e, sob o governo de Keir Starmer, o Ministério das Relações Exteriores realizou inúmeras reuniões com grupos de defesa pró-Israel, como o Board of Deputies of British Jews e a European Leadership Network (ELNET). A proibição total do movimento libanês Hezbollah pelo governo britânico em 2019 foi obra de lobistas pró-Israel, enquanto o grupo de lobby We Believe in Israel assumiu o crédito pela proibição do governo britânico da Ação Palestina no ano passado. Já em 2009, um documentário marcante do Channel Four, Inside Britain’s Israel Lobby, apresentado pelo jornalista Peter Oborne, revelou a estreita relação entre o lobby israelense e os partidos Conservador e Trabalhista, e suas tentativas de conter as críticas a Israel na mídia. A influência do lobby israelense sobre a política do Reino Unido provavelmente será maior do que a de qualquer outro estado, exceto talvez os EUA, e certamente muito maior do que a Rússia, que recebeu decididamente mais atenção da mídia. Amigos de Israel A falha da mídia britânica em reconhecer explicitamente um lobby israelense vem acompanhada de quase 300 artigos nesses sete veículos durante os dois anos mencionando tanto os Amigos Trabalhistas de Israel (LFI) quanto os Amigos Conservadores de Israel (CFI), dos quais dezenas de deputados apoiam. Esses grupos de lobby são invariavelmente mencionados na mídia sem qualquer análise de sua influência ou mesmo que sejam explicitamente parte de um lobby que defende objetivos que beneficiam um país estrangeiro, como se opor a um embargo de armas a Israel. O Independent mencionou a expressão “influente grupo Labour Friends of Israel” três vezes, e o Times uma vez, sem mencionar como ela é influente. Ainda assim, o CFI tem sido o maior doador de viagens gratuitas ao exterior para deputados nos últimos anos, e tanto o CFI quanto o LFI se recusam a fornecer uma lista de seus financiadores. A LFI afirma que seu trabalho é financiado “pela generosidade dos membros da comunidade judaica e daqueles que compartilham nosso compromisso com o Estado de Israel”. Acrescenta que “não recebe nenhum dinheiro do governo israelense ou da Embaixada de Israel”. O Times mencionou a expressão lobby israelense, sem sinais de fata, apenas em quatro ocasiões nesses dois anos, mas já mencionou os Amigos Trabalhistas de Israel em mais de 50 artigos. Que a LFI possa fazer parte de um lobby israelense mais amplo aparentemente não foi explicitado pelo Times para seus leitores. Parte do saguão Essas omissões podem ser porque os sete veículos de mídia que analisamos frequentemente funcionam como parte do lobby israelense que eles se recusam a reconhecer adequadamente. O mais extremo é o Telegraph, que publica rotineiramente artigos em apoio a Israel durante seu genocidio em Gaza, guerra ilegal contra o Irã e ataques brutais ao Líbano. O jornal recentemente pediu a restauração dos laços militares do Reino Unido com Israel, com a manchete “Israel condena os Verdes ‘odiosos e racistas’”, e publicou um artigo do escritor pró-Israel Jake Wallis Simons intitulado “O caso de Trump atacar o Irã”, entre muitos artigos semelhantes. Alguns artigos nesses veículos sugerem que o reconhecimento de um lobby israelense é antissemita. Um artigo de opinião no Telegraph diz: “Antissemitismo é uma teoria da conspiração sobre como o mundo funciona. Você acha que vive em uma democracia, ela corre, mas na verdade existe esse sistema secreto e invisível de poder judaico que governa o mundo através do sistema bancário, da mídia e do lobby israelense.” De forma semelhante, o Guardian noticiou sobre a deputada trabalhista Diane Abbott em maio de 2024, afirmando: “Ela pediu desculpas por curtir tweets sobre a influência do lobby israelense, que ela admitiu poder ser interpretado como um clichê antissemita.” O The
La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana

La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana Os militares negaram que houvesse qualquer mineração ilegal de ouro em grande escala perto de sua base. Mas vimos os mineiros com nossos próprios olhos Por Federico Rios | The New York Times 26/04/2025 Mineração ilegal em e perto de uma base militar no noroeste da Colômbia. Foi durante minha terceira visita a La Mandinga, uma mina de ouro controlada por um cartel de drogas colombiano, que entendi até que ponto as instituições que deveriam impedir a mineração ilegal haviam falhado. A mina fazia divisa com uma base militar colombiana. Você não estava preocupado em operar tão perto das autoridades? Afinal, a mina financiava o infame cartel do Clã do Golfo. Mas nada disso. Para mim e para meus colegas, um minerador nos disse que a operação havia se estendido até além da linha militar e que os trabalhadores estavam minerando ouro diretamente na base. “Se quiser, pilote o drone e olhe”, disse o minerador. E assim fizemos e as imagens ficaram claras: mineiros com mangueiras de alta pressão destruíam uma área arborizada da base, quartel-general do 31º Batalhão de Fuzileiros, uma unidade militar colombiana. Podíamos ver o que parecia ser um limite, mas não havia sinal de cerca separando a base de La Mandinga. Após compartilhar as imagens com os militares e solicitar comentários, o comandante da base, Coronel Daniel Echeverry, negou que ouro estivesse sendo extraído em sua base. Isso não fazia sentido. Os geradores a diesel de uma mina em funcionamento são ensurdecedores e, pelas imagens de satélite, pudemos ver que as minas se estendiam até cerca de 137 metros a partir da piscina privada e dos anexos da base. O Coronel Echeverry me convidou para a base para falar, então fui. Ele me contou que, nos seis meses em que esteve no comando, soube dos mineiros ilegais da casa ao lado, mas observou que o exército hesitava em agir com armas contra civis, mesmo que estivessem cometendo crimes. No entanto, ele insistiu que os mineiros não estavam na base. Como jornalista, não conduzo as autoridades até a cena de atividade criminosa. Nunca quero fazer parte da história. Mas eu estava diante de um coronel que oficialmente negou o que eu tinha visto com meus próprios olhos. Então perguntei se podíamos dar uma caminhada. Ele podia ouvir os geradores à distância. Após cinco minutos, a floresta se abriu para um panorama de terra removida e poços lamacentos. Mineiros com mangueiras de alta pressão estavam conduzindo uma grande operação ilegal de mineração de ouro, exatamente como vimos do céu. O Coronel Echeverry congelou. “Isso é em terras da base”, disse ele, ordenando que os mineiros saíssem. “Isto é propriedade privada do Ministério da Defesa, podemos atirar neles por estarem aqui”, gritou. Não sei se os mineiros estavam trabalhando lá às escondidas ou se concordaram com alguém da base. De qualquer forma, ele esperava que eles se dispersassem. Em vez disso, gritaram obscenidades e continuaram trabalhando. Como estávamos em uma base militar, reforços estavam por perto. Soldados chegavam com latas de gasolina. Eles pulverizaram o equipamento de mineração e incendiaram o equipamento. “Não, estamos indo, não queime o motor, você não precisa queimar os motores”, gritou um mineiro que trabalhava de cueca. Ele xingou os soldados antes de pegar o ouro deles e fugir. Alguns mineiros tiraram facões. Outros jogavam pedras. Os soldados começaram a cortar mangueiras com motosserras. Os trabalhadores tentaram resgatar seus equipamentos e apagar as chamas com baldes de água lamacenta dos poços deixados pela própria mineração. Os mineiros devem pagar um imposto ao grupo armado ilegal Clan del Golfo pelo direito de explorar La Mandinga. Estava claro que, para muitos deles, acreditavam que esse direito se estendia ao local onde estávamos, fosse ou não propriedade militar. Um mineiro ameaçou o coronel com um bastão. Então ele molhou gasolina nos soldados e em mim e gritou: “Todos nós vamos nos incendiar, vamos nos incendiar.” O coronel disse que era hora de ir. Os soldados e eu nos retiramos. O Coronel Echeverry parecia chocado. Ele supervisiona cerca de 800 homens responsáveis por suprimir o clã e outros grupos armados na região. O comércio de ouro permite que esses grupos tenham um grande número de armas à disposição e mantenham o controle da região. Ele não havia ido a La Mandinga para relatar sobre a base militar. Fui porque soube que o ouro do Clã Gulf viria para a Casa da Moeda dos EUA, apesar das leis exigirem que a Casa da Moeda só compre ouro extraído nos Estados Unidos. No início, Echeverry teve a mesma reação às minhas descobertas que muitos outros na cadeia de suprimentos de ouro haviam demonstrado. Assim como a Casa da Moeda, seus fornecedores e os exportadores que enviam o ouro para os Estados Unidos, Echeverry insistia que era impossível que ouro ilícito circulasse bem debaixo de seu nariz. Quando mostrei as provas, ele disse, como todo mundo, que ficou surpreso e prometeu tomar medidas firmes. Isso me deixou com uma dúvida: foi muito fácil para nós localizar aquele ouro. Talvez os outros nem estivessem procurando por ele? Facebook Whatsapp Instagram More than 2 results are available in the PRO version (This notice is only visible to admin users) Mais lidas no mês La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar 26/04/2026 Do território palestino ao sul do Líbano: política sistemática de saque generalizada no Exército Israelense, deixada impune 26/04/2026 O IRGC diz que vai reverter a engenharia de 15 mísseis americanos não detonados descobertos no sul do Irã 26/04/2026 Mais de 2.500 mortos no Líbano em ataques israelenses desde 2 de março 26/04/2026 Notícia anteriorPróxima notícia Guerra EUA-Israel x IrãHezbollahIrãIsraelLíbano La Mandinga, a mina de ouro do Clã do Golfo que opera em uma base militar colombiana 26/04/2026 Nenhum ferido após o incêndio na base militar