Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo

Seis pessoas, entre elas uma criança, morreram nesta sexta-feira (1°) em dois bombardeios israelenses contra um vilarejo no sul do Líbano, que o Exército de Israel havia ordenado evacuar apesar de um cessar-fogo, informou o Ministério da Saúde libanês. Segundo comunicado da pasta, outras oito pessoas, incluindo uma criança, também ficaram feridas nos ataques contra Habbouch, localidade de cerca de 15 mil habitantes.

Por RFI

01/05/2025

Ataques israelenses matam civis em vilarejo no sul do Líbano apesar de cessar-fogo
Fumaça sobe do local dos ataques aéreos israelenses que atingiram a aldeia de Habbouch, no sul do Líbano, em 1º de maio de 2026. AFP - ABBAS FAKIH

A agência oficial de notícias do Líbano (ANI) relatou “uma série de intensos bombardeios (…) pouco menos de uma hora após o aviso” emitido por Israel. 

A ANI também informou sobre outros ataques e disparos de artilharia contra diferentes localidades do sul do país, incluindo a cidade costeira de Tiro, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril entre o Hezbollah, grupo pró-iraniano, e Israel. 

Na quinta-feira (30), 17 pessoas morreram em bombardeios no sul, onde o Exército israelense estabeleceu uma zona de 10 quilômetros de profundidade a partir da fronteira, interditada à imprensa e à população, na qual conduz operações de demolição. De acordo com a ANI, destruições foram registradas em Shamaa e também em Yaroun, onde um mosteiro, uma escola privada, casas, comércios e estradas foram demolidos. 

Israel afirma querer proteger sua região norte do Hezbollah, que continua a reivindicar ataques contra posições israelenses no Líbano e, com menor frequência, contra o território israelense. 

Pelo acordo de cessar-fogo, Israel se reserva “o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planejados, iminentes ou em curso”, cláusula contestada pelo Hezbollah. 

Morte de civis e socorristas

O Exército israelense anunciou na quinta-feira a morte “em combate” de um de seus soldados no sul do Líbano, o quarto desde a entrada em vigor do cessar-fogo. 

O Ministério da Saúde do Líbano revisou seu balanço nesta sexta-feira, informando que mais de 2.600 pessoas morreram desde a retomada das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, em 2 de março, no contexto da guerra no Oriente Médio.  

Segundo essa fonte, 103 socorristas estão entre as vítimas fatais. Dado que o secretário-geral adjunto da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), Xavier Castellanos, lamentou. “Que uma pessoa que tenta salvar vidas, aliviar o sofrimento humano, possa ser alvo (…) é algo que considero absolutamente inaceitável”, declarou. 

Com AFP

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