Israel ataca funeral em campo de refugiados de Gaza e mata oito; ‘crime hediondo’, diz Hamas

Autoridades locais também relataram 20 feridos em ataque de drone a Nuseirat, no centro do enclave; grupo palestino critica 'violação sistemática e contínua' do cessar-fogo

Por Opera Mundi

17/07/2026

Israel ataca funeral em campo de refugiados de Gaza e mata oito; ‘crime hediondo’, diz Hamas
Pelo menos oito palestinos foram mortos e outros 20 ficaram feridos em um ataque israelense de drone a um funeral no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza Wikimedia Commons/Ashraf Amra

São Paulo – Pelo menos oito palestinos foram mortos e outros 20 ficaram feridos nesta sexta-feira (17/07), quando as forças israelenses lançaram um ataque de drone a um funeral no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, de acordo com as autoridades locais de saúde. Trata-se de mais uma violação do acordo de cessar-fogo estabelecido em 10 de outubro de 2025.

O Hospital Al-Awda, situado na região atingida, confirmou ter recebido os corpos e as vítimas feridas após a ofensiva do regime sionista atingir civis concentrados na área do mercado Al-Balata. À agência Anadolu, testemunhas relataram que o drone mirou em palestinos reunidos do lado de fora da Mesquita Ahmad Yassin enquanto aguardavam o início do cortejo fúnebre, que homenageava um palestino assassinado pelas forças israelenses dias atrás.

Em comunicado, o grupo palestino Hamas condenou o “crime hediondo” que “ocorre enquanto o regime agressor, por meio de sua violação sistemática e contínua do acordo de cessar-fogo em Gaza, continua matando e aterrorizando cidadãos inocentes diante dos olhos dos mediadores e da comunidade internacional”.

De acordo com o gabinete de imprensa de Gaza, o Exército israelense matou mais de 25 palestinos nas últimas 72 horas em ataques que atingiram áreas civis, como mercados, funerais, encontros e residências. Em comunicado, o escritório expressou preocupação pela “escalada criminosa sistemática realizada pelo exército de ocupação israelense contra civis desarmados em Gaza, em flagrante desafio a todos os acordos, convenções, costumes e direito internacional humanitário”.

“Os assassinatos e a guerra de genocídio continuam em ritmo crescente, realizados por meio de uma política de bombardeio de mercados populares, funerais, encontros pacíficos de civis e apartamentos residenciais seguros sobre suas cabeças de seus habitantes”, acrescentou.

Desde o início do cessar-fogo, em outubro passado, as forças israelenses mataram pelo menos 1.127 palestinos e feriram outros 3.643, conforme o Ministério da Saúde de Gaza. Enquanto isso, a pasta destaca que a campanha militar de Israel, desde outubro de 2023, matou mais de 73 mil palestinos e feriu outras 173 mil, além de destruir cerca de 90% da infraestrutura civil do enclave.

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